Taxa de investimento da última década foi a menor em 50 anos

Esse baixo percentual foi provocado pelas dificuldades orçamentárias do setor público e da fraqueza dos gastos das empresas com máquinas e equipamentos, infraestrutura, inovação e construção.
Esse baixo percentual foi provocado pelas dificuldades orçamentárias do setor público e da fraqueza dos gastos das empresas com máquinas e equipamentos, infraestrutura, inovação e construção.

Estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, apontou que a taxa de investimento no brasil, nos últimos 10 anos, foi a menor observada, em 50 anos. Esta foi a menor média observada em países emergentes ou nas economias da América Latina.  A queda nos investimentos no país vem ocorrendo desde 2013, conforme aponta a pesquisa.

Entre 2011 e 2020, o indicado ficou em 17,7% do Produto Interno Bruto (PIP) brasileiro. Esse baixo percentual foi provocado pelas dificuldades orçamentárias do setor público e da fraqueza dos gastos das empresas com máquinas e equipamentos, infraestrutura, inovação e construção.

Ainda de acordo com a pesquisa, nos últimos 10 anos, o ano que apresentou o menor percentual de investimento foi 2019, com 15,3%. Em 2020, a taxa de investimento apresentou uma pequena elevação, na comparação com o ano anterior, fechando o ano em 16,4%. Mesmo assim, o patamar ainda se mantém distante do percentual atingido em 2013 (20,9%) e da média registrada nos anos de 1970 e 1980.

Os números passados não são bons e o cenário também não é animador, diante das incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus, que causou bastante instabilidade econômica, em todo o mundo. A reversão do atual quadro é fundamental para que o PIB possa voltar a crescer, reduzindo as taxas de desempregados.

Especialistas apontam que a taxa de crescimento ocorrida em 2020 representou um falto positivo, uma vez que ocorreu porque os investimentos medidos pela formação bruta de capital fixo (FBCF) tiveram uma queda menor do que a do PIB no ano passado: um recuo de 0,8% ante um tombo de 4,1% da economia brasileira.

A taxa de investimentos apura tudo o que se investe em máquinas, bens duráveis, aumento da capacidade produtiva, construção civil, infraestrutura, além de produtos de propriedade intelectual como pesquisa e desenvolvimento, software e banco de dados. O avanço deste componente do PIB é considerado fundamental para que o país consiga acelerar a retomada econômica e um crescimento mais sustentável e contínuo.

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