Petrobras lança edital com 335 vagas para Jovem Aprendiz

Os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos foram os mais prejudicados pela pandemia de covid-19. A taxa de desocupação subiu de 23,8% no quarto trimestre de 2019 para 29,8% no mesmo período de 2020, o que corresponde a quase 4,1 milhões de jovens à procura de emprego.

Nesta segunda-feira, 24, a Petrobras lançou o edital que disponibiliza a inscrição para 335 vagas para o Programa Petrobras Jovem Aprendiz. As vagas estão disponíveis para 14 municípios de sete estados, e do Distrito Federal.

Conforme prevê o edital, para se inscrever, o candidato deve ter entre 14 anos e 22 anos e 11 meses completos, estar cursando a partir do 5º ano do fundamental ou ter concluído o ensino médio. O edital completo está disponível no site da Petrobras. As inscrições seguem até o dia 28 de maio.

Os aprovados na seleção irão receber cursos profissionalizantes nas áreas de assistente de logística, operador de inspeção de qualidade, assistente administrativo, operador de suporte técnico em TI, mecânico de manutenção, pedreiro de edificações e encanador predial.

Eles cumprirão jornada de trabalho de 4 horas diárias, de segunda a sexta-feira, durante o período de um ano, e terão direito a um salário-mínimo e outros benefícios, como 13º salário, férias, vale-transporte e plano de previdência complementar opcional.

Os jovens aprendizes receberão aulas de capacitação e desenvolverão atividades de prática profissional no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e também farão visitas técnicas às instalações da Petrobras.

O programa também reserva vagas para pessoas com deficiência, sem limite de idade, e para adolescentes egressos do trabalho infantil. No primeiro ciclo do programa, que teve início em dezembro de 2020, a Petrobras admitiu 238 adolescentes em nove estados do Brasil e no Distrito Federal.

As vagas estão disponível pra as seguintes cidades: Fortaleza (CE); Brasília (DF); São Luís (MA); Betim e Ibirité (MG), Três Lagoas (MS); Angra dos Reis, Duque de Caxias, Itaboraí, Macaé, Rio de Janeiro e Seropédica (RJ); Porto Alegre (RS) e São José dos Campos (SP).

Desemprego de jovens

Os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos foram os mais prejudicados pela pandemia de covid-19. A taxa de desocupação subiu de 23,8% no quarto trimestre de 2019 para 29,8% no mesmo período de 2020, o que corresponde a quase 4,1 milhões de jovens à procura de emprego.

No recorte por escolaridade, o desemprego foi maior para os trabalhadores com ensino médio incompleto: alta de 18,5% para 23,7%, na mesma base de comparação. Em contrapartida, a ocupação dos que têm ensino superior continuou crescendo e houve alta de 4,7%, na comparação entre os números de trabalhadores nesta condição, nos respectivos trimestres de 2019 e 2020.

Os dados constam da Carta de Conjuntura divulgada hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora a ocupação tenha voltado a crescer após ter atingido, em julho do ano passado, o menor valor da série (80,3 milhões), em janeiro deste ano, havia 86,1 milhões de trabalhadores ocupados no país, bem abaixo do observado antes da pandemia (94 milhões em janeiro de 2020).

Para a economista Maria Andréia Lameiras, autora do estudo, a crise sanitária potencializou as diferenças existentes no mercado de trabalho. “À medida que os dados das Pnads contínuas foram disponibilizados, o cenário de forte deterioração, que conjuga desemprego elevado e aumento da subocupação e do desalento, foi se tornando cada vez mais evidente, principalmente nos segmentos mais vulneráveis, os jovens e os menos escolarizados, cuja probabilidade de transitar da desocupação e da inatividade para a ocupação, que já era baixa, se tornou ainda menor”.

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