Inflação em maio registra energia elétrica mais cara e desigualdade no consumo

A meta para a inflação deste ano é 3,75%, com limite superior de 5,25% e inferior de 2,25%, a perspectiva que os dados propõe é que a meta central de inflação seja ultrapassada. 
A meta para a inflação deste ano é 3,75%, com limite superior de 5,25% e inferior de 2,25%, a perspectiva que os dados propõe é que a meta central de inflação seja ultrapassada. 

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de maio alcançou a marca de 0,83%. O número é o maior para um mês de maio desde 1966, quando atingiu 1.22%. Parte expressiva da taxa representa a alta do grupo Habitação (1,78%), com destaque especial para o preço da energia elétrica.

O IPCA é o índice oficial da inflação do governo, calculado pelo IBGE, em uma pesquisa que abrange famílias de um a 40 salários mínimos, um indicador amplo que engloba diferentes perfis.

A taxa de 0,83% de maio deste ano surpreendeu economistas e especialistas da área. Com a taxa do mês passado, o acumulado de inflação do ano chegou a 3,22%. A meta para a inflação deste ano é 3,75%, com limite superior de 5,25% e inferior de 2,25%, a perspectiva que os dados propõe é que a meta central de inflação seja ultrapassada.

O índice da inflação é dividido em nove grupos: Alimentação e Bebidas, Habitação, Artigos de Residência, Vestuários, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Pessoais, Educação e Comunicação. Ainda dentro da inflação, de acordo com a economista, há uma distinção entre os preços que atendem à oferta e demanda do mercado e os que são administrados por meio de contratos, que merecem destaque e supervisão para as próximas taxas.

Diferentemente do ano de 2020, em que o grupo Alimentação pesou mais para o consumidor amplo, neste ano o grupo que obteve maior alta foi o Habitação, com 1,78%, no qual está inserida a energia elétrica. Com a bandeira tarifária vermelha patamar 1 em ação a partir de maio deste ano ‒ que adiciona R$ 4,169 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o protagonismo da energia elétrica na taxa inflacionária de maio representou 0,23 pontos porcentuais. Além da energia elétrica, outros elementos do grupo também subiram, como a água e esgoto e o botijão de gás.

Fonte: USP

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