Renda dos mais pobres para gastos além do básico vai cair 17% este ano

Estudo da Tendências Consultoria estima que a renda disponível, o dinheiro que sobra após as despesas básicas, encolheu entre os que ganham menos. Nas classes D e E, a queda este ano será de 17,7%, contra uma alta de 3% na classe A.
Estudo da Tendências Consultoria estima que a renda disponível, o dinheiro que sobra após as despesas básicas, encolheu entre os que ganham menos. Nas classes D e E, a queda este ano será de 17,7%, contra uma alta de 3% na classe A.(Foto de Karolina Grabowska no Pexels)

Após 13 elevações consecutivas, o mercado financeiro projeta uma inflação superior a 6%, no ano de 2021. Essa projeção é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estimativa, que era de 5,97%, subiu para 6,07%, nesta segunda-feira, 05. 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu como meta a inflação em torno de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para baixo ou para cima. 

A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. De acordo com relatório apontado pela Focus, economistas continuam de olho na retomada da atividade no pós-pandemia. 

As estimativas foram revisadas para cima pela 11ª semana consecutiva e apontam para expansão de 5,18% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, acima do crescimento de 5,05% esperado no levantamento anterior.

Ainda no próximo ano, o Focus aponta para uma inflação de 3,77%, em linha com a expectativa anterior, de alta do IPCA de 3,78%. É esperado que a economia cresça 2,10% em 2022, praticamente a mesma taxa de expansão do PIB na semana prévia, de 2,11%.

No que diz respeito às expectativas para o câmbio, o mercado prevê que o dólar deve encerrar dezembro negociado a R$ 5,04 e deve fechar 2022 a R$ 5,20 – sem alterações ante o último relatório.

Estudo da Tendências Consultoria estima que a renda disponível, o dinheiro que sobra após as despesas básicas, encolheu entre os que ganham menos. Nas classes D e E, a queda este ano será de 17,7%, contra uma alta de 3% na classe A. Isso significa menos dinheiro no bolso, às vésperas das eleições.

O levantamento da Tendências considera gastos essenciais as despesas com habitação, transporte, saúde e cuidados pessoais, comunicação, educação e alimentação. Nas classes D e E, estão concentradas 54,7% das famílias, cuja renda é de até R$ 2.700.
Muitos itens básicos dispararam recentemente. No acumulado em 12 meses, há casos de aumentos dez vezes maiores do que a inflação oficial, que foi de 8,06% no período. O preço do óleo de soja subiu mais de 86%. Arroz, feijão-preto e açúcar cristal aumentaram 51,83%, 31,26% e 23,86%, respectivamente.

Apesar de projeções menores para a inflação de 2022, os alimentos podem continuar subindo, os juros estarão mais altos e pode haver recomposição dos valores dos aluguéis, que foram renegociados para baixo ou não tiveram reajuste.

Em relação à inflação deste ano, a estimativa dos especialistas é que fique em 6,3%, bem acima dos 5,25% estabelecidos pelo BC.

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