Indústria do cimento analisa bom desempenho na venda do produto

Este quadro se deve, principalmente, em função de uma base de vendas muito fraca no período de janeiro a maio do ano passado e o efeito estatístico que favoreceu os percentuais de crescimento da atividade nos primeiros cinco meses deste ano. 
Este quadro se deve, principalmente, em função de uma base de vendas muito fraca no período de janeiro a maio do ano passado e o efeito estatístico que favoreceu os percentuais de crescimento da atividade nos primeiros cinco meses deste ano. 

No 1º trimestre de 2021, o crescimento na venda de cimento tem feito com que a indústria se mantenha confiante, com a possibilidade do crescimento do setor para os próximos meses. As estatísticas são positivas, graças ao arrefecimento dos ganhos obtidos até maio, como já apontam os dados de desempenho de junho.

Este quadro se deve, principalmente, em função de uma base de vendas muito fraca no período de janeiro a maio do ano passado e o efeito estatístico que favoreceu os percentuais de crescimento da atividade nos primeiros cinco meses deste ano. 

De acordo com dados do Sindicato Nacional da Industria do Cimento (SNIC), em junho, comparado com o mesmo mês de 2020, o crescimento foi de 1,7% reduzindo o acumulado para ainda significativos 15,8%. A autoconstrução, reformas (residencial e comercial) ainda em alta e a continuidade de obras do setor imobiliário são as principais razões de demanda do produto. 

Atualmente, esses vetores de consumo respondem por aproximadamente 80% da destinação do cimento no país e colaboraram com as vendas no mercado interno, que atingiram em junho 5,5 milhões de toneladas. No acumulado do ano (janeiro a junho) foram vendidas 31,5 milhões de toneladas.

No entanto, o desempenho acumulado até maio de 19,3% passou em junho a 15,8%, uma perda de 3,5% de pontos percentuais, demonstrando uma desaceleração no ritmo de vendas do setor. Ao se analisar a venda de cimento por dia útil, 236,4 mil toneladas, há uma diminuição de 0,5% sobre maio deste ano e aumento de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2020.

Na contramão da desaceleração das vendas de cimento, o índice de confiança do consumidor está em trajetória de recuperação pelo terceiro mês consecutivo. O destaque fica para o indicador de confiança da construção, que apresentou a maior alta nos últimos doze meses. Diante deste cenário, o desafio é manter a boa performance, chegando ao final do ano com o crescimento aproximado de 6%.

 

Perspectivas para os próximos seis meses

As projeções do consumo de cimento apontam um crescimento em torno de 6% para 2021. A economia no primeiro trimestre esteve acima do esperado. Há uma melhor perspectiva na questão fiscal possibilitando um maior gasto público. A taxa de isolamento foi menor, diminuindo os efeitos negativos da pandemia e a vacinação acelerou, melhorando expectativas e possibilitando uma abertura gradual a partir do segundo semestre.

Ainda há novos leilões de concessões (aeroportos regionais, saneamento municipais, rodovias, ferrovias) e investimento público em infraestrutura gerando boas perspectivas para a atividade.

Apesar desse cenário é preciso acompanhar os desdobramentos das reformas estruturantes (administrativa e tributária), a evolução da taxa Selic (o aumento inibe novas construções imobiliárias) e a recuperação do emprego e da massa salarial.

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