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Pandemia agrava percentual de jovens brasileiros que não estudam ou trabalham

Isso ocorre porque foi registrado um crescimento de 6%, no período um ano, no número de jovens chamados “nem-nem”, que não estudam ou trabalham.
Isso ocorre porque foi registrado um crescimento de 6%, no período um ano, no número de jovens chamados “nem-nem”, que não estudam ou trabalham.

Dados captados pela segunda edição do Atlas da Juventude, lançado no mês de junho e organizado por diversas entidades envolvidas com a bandeira da juventude, incluindo a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, apontam os efeitos da pandemia na mão de obra entre os jovens do país. 

É notório que a pandemia agravou ainda mais o quadro social brasileiro e entre os jovens, esse agravamento é ainda mais considerável. As autoridades públicas e gestores em geral terão que aumentar os esforços para inserir esses jovens no mercado de trabalho. 

Trata-se de uma situação que pode afetar as próximas décadas, aprofundando ainda mais a pobreza e as desigualdades. Isso ocorre porque foi registrado um crescimento de 6%, no período um ano, no número de jovens chamados “nem-nem”, que não estudam ou trabalham. De 10% dessa população, em 2020, que já era considerado um patamar constrangedor para o país, o percentual saltou, em 2021, para 16%.

Os jovens que estão trabalhando são, em sua maioria, estudantes e se dividem principalmente entre os que são dependentes financeiros de suas famílias e aqueles de quem o domicílio depende do seu salário. As principais atividades exercidas continuam sendo empregos com carteira assinada (principalmente entre os mais velhos) e aprendizes. 

Os trabalhos autônomos são mais comuns na faixa dos 25 a 29 anos e em áreas urbanas. A ajuda doméstica sem remuneração é mais comum na faixa dos 15 a 17 anos e em áreas rurais. Entre jovens consultados que não estão trabalhando, 30% não estão estudando. 

A grande maioria continua procurando alguma ocupação. Dentre estes, 40% está buscando o primeiro emprego. A dependência financeira é a realidade da grande maioria deles, mas 7% contribuem para sustentar o domicílio, total ou parcialmente.

Outro dado que impressiona é que, dentre os que não estão trabalhando, 60% não tiveram qualquer atividade remunerada neste período. Os 40% restantes obtiveram alguma renda na informalidade ou no trabalho autônomo. Destes, 20% fizeram trabalhos pontuais sem carteira assinada e 10% trabalharam por conta própria ou abriram um negócio, o que mostra uma crescente no desejo dos jovens de empreender

Dos jovens que declararam não estar trabalhando e nem procurando trabalho, quase a totalidade é de dependentes financeiros. Mesmo assim, 3% nessa situação de vulnerabilidade contribuem para sustentar de alguma forma o domicílio em que vivem. Neste grupo, que inclui jovens entre 15 e 24 anos, 60% está se dedicando aos estudos, fato que mostra que 40% das pessoas nesta faixa etária estão longe da educação.

Diante de uma realidade difícil, o sentimento dos jovens em relação às perspectivas do trabalho no futuro é de desconfiança: 40% estão animados e esperançosos, mesmo percentual daqueles que se sentem inseguros.

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