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Democráticas e ecológicas, bicicletas passaram a fazer parte da rotina dos brasileiros

(Imagem: Pexels/ Pixabay)

De acordo com um levantamento realizado pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), o ano de 2020 superou em 50% a venda de bicicletas, em comparação com 2019. Isso significa que, enquanto alguns setores tiveram resultados piores ao longo da pandemia, com fechamento de empresas e desemprego, o de bicicletas viveu um momento oposto.

Uma das maiores fabricantes de bicicletas do mundo, a Shimano, aumentou a sua nos primeiros seis meses do ano. As vendas da empresa japonesa dispararam 65,2% em relação ao período homólogo de 2020, para 264.694 milhões de ienes (2,1 milhões de euros). O lucro cresceu 79,5%, para 56.113 milhões de ienes (432 milhões de euros), segundo o portal “Palco23”.

As vendas de componentes de bicicletas – principal fonte de receita da empresa, cresceram 73,4%, enquanto as vendas de equipamentos de pesca aumentaram 38,4%. A empresa com sede no Japão elevou as suas previsões para 2021, que espera encerrar com vendas de 500 mil milhões de ienes (3,8 mil milhões de euros).

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A empresa japonesa de componentes encerrou o primeiro trimestre do ano com um lucro de 28.659 milhões de ienes (218,8 milhões de euros), o que representa 45,7% a mais que no mesmo período do ano passado.

No primeiro ano da pandemia, o segmento sofreu com falta de peças importadas da China e de outros países asiáticos por conta das restrições impostas às cadeias de logística e de produção. Já as vendas, que vinham em queda nos anos anteriores, dispararam. Foram seis milhões de unidades vendidas no país no ano passado, incluindo importadas e usadas, 50% mais que em 2019.

Em 2020, quando muita gente buscou bikes para substituir academias e transporte público, os fabricantes concentrados no pólo industrial de Manaus produziram 665.186 unidades, 27,7% menos que em 2019.

Na primeira metade deste ano, foram 355.717 unidades, alta de 42,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Abraciclo, associação que representa os produtores. A previsão é de que o total chegue a 750 mil unidades até dezembro.

As bikes produzidas no país usam cerca de 80% dos componentes importados. A importação de bicicletas já montadas, que caiu 24% em 2020, também já se recupera.

A movimentação do comércio exterior do setor (entre exportação e importação de produtos e peças) cresceu 122% entre os meses de janeiro e junho deste ano em relação ao mesmo período de 2020. Foram quase R$ 200 milhões movimentados, o maior volume para o período na série histórica desde 2010.

No Brasil, a maior procura por bicicletas começou a ser sentida no fim de abril do ano passado. Em julho, as vendas atingiram seu pico e cresceram 118% em relação a 2019, mas os estoques se esgotaram — lembra Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike, associação que também representa o setor, e um estudioso de mobilidade urbana.

Fonte: Extra

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