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Open Banking entra na terceira fase com integração do PIX

De acordo com o Banco Central (BC), o processo deve acelerar ainda mais as compras digitais, permitindo que os consumidores deixem suas contas salvas nos sites de compras online
(Foto de Karolina Grabowska no Pexels)

Nesta segunda-feira, 30, começou a ser implantada a terceira fase do Open Banking, no Brasil. O sistema, que promete modernizar a relação dos bancos com os brasileiros, passa a integrar pagamentos e PIX ao seu sistema. 

De acordo com o Banco Central (BC), o processo deve acelerar ainda mais as compras digitais, permitindo que os consumidores deixem suas contas salvas nos sites de compras online, com o próprio portal se encarregando de autorizar o pagamento.

Após essa fase com o Pix, o Open Banking também irá atingir, de forma escalonada, outras modalidades de pagamento, como as transferências bancárias, em fevereiro de 2022, os boletos, em junho de 2022 e o débito em conta, em setembro de 2022. 

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A quarta e última fase do projeto está prevista para dezembro de 2022, quando serão adicionados serviços financeiros como investimentos e seguros. A expectativa do BC é que o Open Banking brasileiro se torne o maior projeto de sistema financeiro aberto do mundo.

O advogado Marcelo Godke, especialista em Direito Empresarial e Societário, professor do Insper e da FAAP, informa que exite um grande potencial de que o Open Banking consiga alcançar este espaço, em relação aos demais sistemas financeiros brasileiros. 

“O maior projeto de open banking não vai ser o americano, pois nos Estados Unidos o mercado já é pulverizado e existem milhares de instituições financeiras ativas, que já emprestam dinheiro para micro e pequenas empresas, então já existe uma competição muito grande por lá. E isso a gente ainda não vê no Brasil, pois aqui o mercado é altamente concentrado”, explica Godke.

Com a pulverização de instituições, o professor acredita que as taxas oferecidas atualmente para os clientes vão melhorar por causa da competição, mas não de forma rápida. “As instituições mais eficientes vão acabar tendo taxas mais atrativas. Não acho que isso deva acontecer de um dia para o outro, devemos presenciar uma mudança que será paulatina, pois nosso mercado ainda é muito concentrado, com 4 instituições que dominam mais de 85% dos ativos financeiros. Então, não acredito que esse mercado irá se desconcentrar rapidamente, mas no longo prazo isso vai acontecer e será positivo para o consumidor”, afirma.

Segundo o Banco Central, o compartilhamento de dados no Open Banking é feito em um ambiente seguro e as permissões de pagamento poderão ser canceladas pelo cliente sempre que ele desejar. 

A instituição acredita que o sistema irá fomentar a inovação e criar valor para o consumidor, com a participação de bancos tradicionais, bancos digitais, fintechs, cooperativas de crédito e instituições de pagamento, ampliando a oferta de produtos e serviços financeiros, mais integrados, personalizados e acessíveis, com o consumidor no centro das decisões.

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