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Ceará se consolida como a maior potência do Nordeste em conexões solares

O Ceará ocupa a nona colocação no ranking nacional de geração distribuída, com 254,7 MW em potência instalada
O Ceará ocupa a nona colocação no ranking nacional de geração distribuída, com 254,7 MW em potência instalada.

O mundo passa pela chamada Transição Energética, a partir da constatação da necessidade de intensificação das medidas de redução dos gases do efeito estufa, para evitar a elevação da temperatura global em 3,3ºC em 2100, que seria o cenário base atual.

Conforme previsto no Acordo de Paris, se devem “envidar esforços para limitar esse aumento da temperatura a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso reduziria significativamente os riscos e os impactos da mudança do clima”.

A principal razão para o desenvolvimento de fontes adicionais de energia é o forte aumento da demanda que o mundo vai enfrentar nos próximos anos. O consumo de energia já aumentou em 65% nos últimos 30 anos, e de acordo com o relatório Bloomberg New Energy Finance (BNEF), até 2050, a demanda deverá crescer 62%.

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O relatório indica também que a produção de energia solar deve saltar de 2% da produção global de energia elétrica em 2018 para 22% em 2050, enquanto que a geração eólica subirá dos 5% atuais para 26%. Ainda conforme o relatório, as fontes de geração eólica e solar responderão por 56%, e as renováveis como um todo, responderão por 69% da matriz de geração de energia elétrica em 2050.

De acordo com a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), Energia renovável e eficiência energética, juntas, oferecem mais de 90% das medidas necessárias de mitigação para reduzir as emissões relacionadas com a energia no Cenário de Transição Energética.

Em 2020, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ceará ultrapassou a marca de 10 mil sistemas de energia solar instalados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, no segmento conhecido como Geração Distribuída de Energia. No ano, o estado recebeu 6.050 novas conexões de sistemas fotovoltaicos de geração distribuída, o que representou um incremento de 135% em relação ao registrado em 2019 (2.573 novas conexões).

Apenas nos dois primeiros meses de 2021, o Estado recebeu mais 622 novas conexões de sistemas solares. Com esse incremento, o Ceará se consolida como maior potência do Nordeste. O município de Fortaleza é o único com mais de 1 milhão de habitantes localizado no chamado cinturão solar do Brasil, o que facilita a instalação de geração distribuída de energia.

Indicadores apresentados pela Associação Brasileira de Energia Solar fotovoltaica (ABSOLAR) ao longo da COP26, Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que acontece essa semana em Glasgow, Escócia, apontam que a fonte solar fotovoltaica, incluindo usinas de grande porte e sistemas de menor porte em edifícios e terrenos, já evitou a emissão de 12,5 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade no Brasil, desde 2012.

Entre os diversos benefícios ambientais da fonte solar ao país, destacam-se, ainda, a economia de água nos reservatórios das hidrelétricas, dado que a energia solar não requer o uso de água para gerar energia elétrica.

Essa fonte de energia também ajuda a reduzir o uso de termelétricas fósseis, mais caras e poluentes, para a geração de eletricidade, aliviando custos aos consumidores brasileiros. A operação dos sistemas solares é silenciosa e limpa, não emitindo ruídos nem poluentes atmosféricos ou efluentes líquidos ou sólidos durante seu funcionamento.

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