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Indústrias geraram R$ 4 tri de receitas líquidas em 2020, aponta IBGE

Foto: Wirestock

O IBGE divulgou nesta quinta (21) a Pesquisa Industrial Anual Empresa 2020 (PIA Empresa). Segundo ela, o Brasil possuía em 2020 303.600 indústrias com uma ou mais pessoas ocupadas, que geraram R$ 4 trilhões de receitas líquidas de vendas e pagaram R$ 308,4 bilhões em salários e outras remunerações, envolvendo cerca de 7,7 milhões de profissionais.

A pesquisa indica que 92,9% do faturamento das empresas industriais estão concentradas nas indústrias de transformação, que também recebe o maior percentual de mão de obra: 97,4%. 

O segmento de fabricação de produtos alimentícios teve o maior número de receita líquida de vendas, com 24,1% do faturamento da indústria brasileira. De 2011 a 2020, esse setor foi o que mais ganhou participação de mercado, com incremento de 5,9 pontos percentuais, dos quais 3,6 pontos percentuais foram relativos especificamente ao período 2019-2020.

Os cinco setores que mais empregaram, em 2020, concentraram 46,5% da mão de obra na indústria: fabricação de produtos alimentícios (23%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,7%), fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (5,8%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (5,7%) e fabricação de produtos de minerais não metálicos (5,3%).

Porém, entre 2011 e 2020, o setor reduziu sua mão de obra em cerca de 1 milhão de pessoas. “Entre 2011 e 2020, mais da metade da perda esteve concentrada nos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (258,4 mil), de preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (138,1 mil) e de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (134,2 mil)”, aponta a PIA Empresa. 

Coronavírus

O IBGE, no escopo da pesquisa, contextualizou a pandemia do coronavírus, que iniciou justamente em 2020. “No início da emergência sanitária em decorrência da pandemia do novo coronavírus, decretos federais, estaduais e municipais estabeleceram que o setor industrial entraria no rol de atividades essenciais. Todavia, o grau de resiliência entre os segmentos industriais depende fundamentalmente da demanda pelos bens e serviços industriais produzidos, da necessidade de matérias-primas importadas e até mesmo da capacidade instalada que possibilite adaptar as linhas de produção frente a movimentos não antecipados de demanda. Assim, algumas atividades podem ter enfrentado maior dificuldade de escoamento de mercadorias, enquanto outras precisaram estabelecer turnos extras de trabalho para fazer frente às encomendas e cumprir contratos”, analisa.

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