Empresas com mindset data driven crescem 30% a mais por ano do que as outras

Provavelmente, você já deve ter ouvido a frase “dados são o novo petróleo”, mas, na prática, o que isso significa? Simples assim: na era da informação, a qual estamos vivenciando, e que foi capaz de modificar nossas relações sociais e de consumo, ter a chance de realizar análises está se tornando a habilidade mais eficaz e poderosa dentro de uma empresa, afinal, com esse know-how, óbvio que a tomada de decisão será mais assertiva.

Há ainda outra citação que data de mais tempo, lá do século 19: Arthur Conan Doyle, o criador do personagem Sherlock Holmes, escreveu em 1891, no conto policial A Scandal in Bohemia, a seguinte frase: “É um erro fatal teorizar antes de se ter dados”. O conto ficou conhecido por ter sido o primeiro caso que Sherlock Holmes perdeu. 

A consultoria Gartner já anunciava que, até 2020, 80% das organizações iniciariam o desenvolvimento de competências no campo da alfabetização de dados, reconhecendo suas deficiências perante o tema. Já uma recente pesquisa da multinacional Forrester aponta que as empresas que melhoram o tratamento de seus dados crescem 30% ao ano mais do que as outras. Mas, nesse cenário, há um problema, ou melhor, dois: a quantidade e a qualidade dos dados, que fazem com que empreendedores, CEOs, CIOs e outros líderes questionem como saber quais são as informações úteis e relevantes. Além disso, é comum eles perguntarem sobre o que pode ou não ser descartado. De que forma agir para distinguir o que é ou não prioridade? Qual é o melhor modo para definir o que é problema, desafio ou oportunidade? E muitas outras dúvidas… 

De acordo com Everton Pinheiro, gerente de Marketing da Run2biz, empresa que fabrica tecnologias que apoiam a eficiência e a modernização dos fluxos de trabalho das mais diferentes áreas, tão importante quanto as respostas para essas perguntas é a organização ter em mente que, na era da sociedade 5.0, para se manter ativa no mercado, se faz fundamental pensar nos clientes como indivíduos: “Cada pessoa, seja cliente ou colaborador, tem um pensamento e, portanto, costumes e interesses particulares. Neste sentido, é um diferencial dedicar tempo e recursos para a personalização das experiências”. 

Everton Pinheiro, gerente de Marketing da Run2biz

Ele comenta que, de certa forma, as empresas sabem disso e se fosse possível implementar tal personalização instantaneamente, é certeza de que haveria adesão em massa para um predicado que proporciona experiências tão positivas e eficazes. “Mas a coisa não funciona como em um passe de mágica e nem com um simples clique de botão. Além de analisar quantidade versus qualidade de dados, é necessário dar um tratamento especial a todos eles, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e engajar os times no conceito de open innovation, compreendendo a informação gerada por cada pessoa ou situação. Caso contrário, a empresa não fará um controle correto nem mesmo garantirá a segurança de cada informação contida nos sistemas integrados”. 

Logo, a saída para construir mais negócios orientados a dados começa no aprendizado sobre a cultura data driven

Na prática, tal conceito gira em torno da capacidade de líderes tomarem decisões assertivas com foco nos dados presentes na sua base, não mais em achismos ou suposições. “Seguindo essa premissa, é possível ter, na palma da mão e em tempo real, os principais insights para um departamento específico ou o negócio como um todo. Fato é que, com o dado exato e no momento certo, a prerrogativa do ponto de vista competitivo das empresas que apostam na cultura data driven passa a ser gigante”, enaltece Everton. “E embora nas áreas de Marketing Digital, por exemplo, seja inerente por vezes testar, são os dados e métricas de resultados desses testes que darão sustentação às ações futuras”, complementa o gestor. 

Pilares 

A natureza da cultura data driven é corroborada por cinco pilares que garantem a qualidade dos serviços, a tomada de decisões eficientes e a construção de uma liderança focada em pensamentos estratégicos, e não unicamente no operacional. O primeiro alicerce é fundamentado nas pessoas e consiste na qualificação da equipe que trabalha com big data (dados variáveis que chegam em volumes e velocidade crescente), como algoritmos, machine learning, internet das coisas, entre outros. 

Na sequência, destaque para a gestão dos processos, prática que influencia o nível de competitividade do negócio no mercado. Nesse quesito, em especial, no parecer de Everton, com a cultura data driven, todos podem ter acesso às informações, por meio de sistemas integrados e relatórios de BI disponíveis em nuvem, “o que garante agilidade nos atendimentos, satisfação dos clientes e melhora na performance do grupo nos processos e fluxos de trabalho”. 

“Imagine um líder de TI que possui um painel único onde estão disponíveis todos os dados sobre a disponibilidade dos servidores, os chamados de atendimento do Service Desk e Help Desk e o desempenho das equipes de campo que precisam se deslocar de cliente em cliente. As informações em tempo real permitirão a este executivo saber exatamente os horários de pico dos servidores, quais colaboradores em seu Service Desk estão mais ociosos ou sobrecarregados e quais agentes de campo estão fazendo menos atendimentos por dia. Isso torna muito mais assertiva qualquer tomada de decisão – e este é um dos principais benefícios para os nossos clientes”, exemplifica Everton, reforçando a importância da migração dos dados da função de coadjuvantes para protagonistas. 

Em terceiro lugar, estão os ativos digitais, com direito à análise pormenorizada da experiência do usuário; em quarto, a administração de todos os dados dentro e fora do ambiente on-line, e em consonância com a LGPD; e, por fim, as tecnologias, responsáveis por certificar a implementação de ferramentas dentro das empresas, ajudando-as a conquistar os objetivos desejados. “Adotando esse mindset, humanos e máquinas passam a cocriar e compreender melhor o comportamento dos clientes internos ou externos e o objetivo da empresa, estando, assim, aptos na construção de produtos, serviços e jornadas que vão ao encontro das necessidades do público-alvo e dos stakeholders”, pontua o gerente da Marketing da Run2biz.

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