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Mulheres avançam na montagem de móveis e já representam 15% dos profissionais na grande São Paulo

Sandra Ciclini é fabricante de móveis há vários anos. Conheceu e se apaixonou pelo ofício com o pai que era carpinteiro. Não seguiu de imediato a profissão, formou-se em educação física e mudou para a atividade de personal trainer. Quando seu pai idoso necessitava de sua ajuda no galpão, ela ia e não cessava mais.

Começou a conciliar as duas profissões e procurar cursos que a dessem o conhecimento necessário. Trabalhou com o irmão e com um velho amigo do pai, sem sucesso. Decidiu então abrir seu próprio galpão e conheceu o curso “Achei Montadoras” oferecido pelo e-commerce de montagem Achei Montador, em parceria com o Sebrae e a Leo Social. Foi então que começou a ganhar dinheiro e experiência com a profissão.

Sandra é uma das 78 montadoras em exercício hoje pela Achei Montador dos mais de 500 profissionais atuantes na grande São Paulo. A oportunidade se deu depois que a empresa fez uma pesquisa e constatou que mulheres se sentiam mais confortáveis com profissionais femininas dentro de casa.

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“Começamos a perceber um volume muito alto de solicitações por montadoras mulheres, principalmente por nossas clientes, que se sentem mais à vontade com uma presença feminina dentro de suas casas”,explica Geraldo Rigoni, CEO da Achei Montado, único e-commerce de montagem de móveis do Brasil.

O curso já teve duas edições e qualificou dezenas de mulheres, que tiveram a possibilidade de ingressar no e-commerce e começar a atender na grande São Paulo. Hoje, as colaboradoras correspondem a 15,23% de todos os profissionais disponíveis na região e ganham 25% a mais que os homens, uma tentativa de valorizar as profissionais e incentivá-las a continuar na profissão. 

A expectativa é ampliar o número de mulheres atuantes na empresa. “Nós já temos mulheres atuando na região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Para o ano que vem, o plano é aumentar o número de mulheres qualificadas nessas capitais e levar nosso curso para outras regiões brasileiras”,completa Rigoni.

Apenas 37,4% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar de mais instruídas, as colaboradoras recebem 77,7% do salário que homens recebem. Ainda assim, a inserção em profissões consideradas masculinas está aumentando. Segundo o Confea, em 2017, a presença feminina no mercado de trabalho saltou 28,1% em comparação com o ano anterior. Atividades como engenharia civil, aeronáutica e política registraram crescimento no número de mulheres matriculadas na graduação e em exercício.

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