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Na UTI setor de planos de saúde enfrenta tempestade perfeita: riscos e desafios à vista

Governo tenta adiar o piso da saúde
Foto: Reprodução

Executivos temem nova deterioração no setor, enquanto ANS afirma que regulação garantirá a segurança financeira do mercado

O mercado de planos de saúde vive momentos de tensão e incerteza. Executivos do setor relatam receio de uma nova deterioração dos números nos próximos meses, diante de um cenário com alta sinistralidade, elevação de gastos com medicamentos, efeitos da mudança no rol taxativo e a perspectiva do novo piso da enfermagem. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no entanto, nega o risco de quebradeira e garante a segurança financeira do mercado por meio da regulação.

Em 2022, as perdas operacionais ultrapassaram R$ 15 bilhões. O desempenho deficitário ao longo do ano evidenciou um aumento de R$ 600 milhões no primeiro trimestre, subindo para R$ 4,6 bilhões no segundo e atingindo R$ 9,8 bilhões no terceiro trimestre. Esse histórico alarmante desperta preocupações entre os executivos. Vera Valente, diretora da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), comenta a situação: “A saúde suplementar sofre efeitos diretos dessa escalada dos custos e o descompasso entre receitas e despesas. Os custos incidem sobre toda a cadeia de saúde”.

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Preocupações

A alta sinistralidade é resultado de diversos fatores, como o envelhecimento da população, avanços tecnológicos, judicialização e aumento da demanda por serviços de saúde. O descompasso entre receitas e despesas tem sido agravado pela elevação dos gastos com medicamentos e os efeitos das mudanças no rol taxativo.

Além disso, a perspectiva do novo piso salarial da enfermagem representa mais um desafio para o setor. A medida pode elevar ainda mais os custos, impactando as operadoras de planos de saúde e, consequentemente, os beneficiários.

A ANS, por sua vez, sustenta que a regulação tem lastro para garantir a segurança financeira do mercado. A agência afirma que está atenta aos desafios enfrentados pelo setor e tem trabalhado para assegurar a sustentabilidade das operadoras e a proteção dos consumidores.

Diante deste cenário complexo, o setor de planos de saúde precisa encontrar soluções que garantam a qualidade dos serviços prestados e a sustentabilidade financeira das operadoras. Ações de prevenção, melhoria da gestão e investimentos em inovação podem ser fundamentais para enfrentar os desafios que se avizinham.

Para superar esta tempestade perfeita, será necessário um esforço conjunto de reguladores, operadoras e demais atores do setor de saúde suplementar, com foco na busca de equilíbrio entre a garantia da qualidade dos serviços e a sustentabilidade do mercado.

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