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BNDES anuncia relançamento do Cartão de Crédito e estratégias para impulsionar o desenvolvimento econômico

(Foto: Reprodução BNDES)

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), revelou os planos do banco para relançar seu cartão de crédito em cerca de quatro meses. O anúncio foi feito durante um evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde Mercadante destacou a grande demanda dos empresários pelo cartão.

Além da atualização do sistema de informática, Mercadante explicou que o prazo de quatro meses inclui a elaboração de medidas para mitigar a inadimplência, por meio da implementação de novos critérios. Para o relançamento do cartão de crédito do BNDES, ele salientou a necessidade de uma parceria entre o banco e outras instituições financeiras.

Mercadante também compartilhou sua ambição de retomar a emissão de títulos no mercado, assegurando que esses não competirão com os títulos dos bancos privados. O presidente enfatizou a importância do BNDES no desenvolvimento de setores econômicos e o papel crucial do Estado no crescimento do país e no processo de transição energética.

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No que diz respeito à sua meta de dobrar a participação do BNDES em quatro anos para retornar ao seu tamanho médio histórico, Mercadante criticou a parcela de dividendos que o banco deve direcionar para a União – que atualmente corresponde a 60% do lucro do banco. O presidente do BNDES defendeu que o banco deveria pagar apenas o mínimo de dividendos adotado por empresas de capital aberto, que é 25% do lucro.

Mercadante questionou o acordo firmado com o TCU (Tribunal de Contas da União) para que o BNDES devolva recursos emprestados pelo Tesouro para distribuição de subsídios. De acordo com Mercadante, sem levar em conta a correção monetária, o BNDES pagou R$ 270 bilhões a mais do que recebeu em subsídios em seis anos. O presidente do BNDES está atualmente em negociação com o TCU e o Ministério da Fazenda para adiar o pagamento da última parcela, de R$ 23 bilhões, até o final de seu mandato.

Mercadante confirmou que já assinou um cheque de R$ 11 bilhões para o Tesouro. A ideia é parcelar os R$ 23 bilhões restantes para que o banco possa ter mais crédito, impulsionar a economia e promover o desenvolvimento. “Considero mais do que razoável capitalizar o banco para reduzir o custo do crédito e ajudar na retomada do crescimento, especialmente em momentos como este. O papel do banco público não é retirar recursos da economia para transferi-los ao Tesouro. O papel do banco público é fomentar a economia”, declarou Mercadante.

As recentes revelações de Mercadante ilustram uma nova direção estratégica para o BNDES, que busca equilibrar os interesses do Tesouro e as necessidades de desenvolvimento econômico. Com o relançamento do cartão de crédito e novas abordagens para a gestão de seus recursos, o BNDES se prepara para desempenhar um papel fundamental na recuperação econômica do Brasil.

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