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Auditorias PwC e KPMG sob suspeita de encobrimento em Caso de Fraude da Americanas: Entenda as Repercussões

O CEO da Americanas, Leonardo Coelho Pereira, em depoimento à Câmara. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Investigação sobre a possível participação das renomadas empresas de auditoria PwC e KPMG em encobrir fraude nos balanços da Americanas traz à tona questionamentos sobre a integridade do setor de auditoria e possíveis mudanças regulatórias.

O papel fundamental da auditoria é avaliar as demonstrações financeiras de empresas, fornecendo uma visão clara de sua realidade econômico-financeira. Isso impacta diretamente a decisão dos investidores em transacionar ações da empresa auditada.

Em 2021, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) emitiu a resolução n.º 23, regulamentando a atividade de auditoria independente. A resolução detalha deveres, responsabilidades e penalidades para auditores em casos de auditorias fraudulentas.

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Os acionistas lesados pela fraude envolvendo a Americanas podem mover ações judiciais contra as empresas de auditoria. PwC teve precedente em 2020, enfrentando ações de acionistas relacionadas à resseguradora IRB.

Na terça-feira (13/06), o CEO da Americanas, Leonardo Coelho Pereira, em depoimento à CPI que investiga a fraude contábil na empresa, indicou possíveis envolvimentos da PwC e KPMG.

KPMG e PwC optaram por não se manifestar sobre o caso, citando cláusulas de sigilo e regras profissionais.

Pereira revelou uma troca de emails entre a diretoria da Americanas e a KPMG, discutindo alterações na carta final da auditoria. Mudanças na redação buscavam suavizar os termos, minimizando a gravidade dos problemas identificados. Uma alteração significativa foi a substituição de “deficiências significativas” por uma expressão mais branda. Adicionalmente, “recomendações que merecem atenção do conselho de administração” foi alterado para “recomendações que merecem atenção da administração”, uma sutil mudança que implica em menor severidade.

Especialistas em governança corporativa e mercado financeiro acreditam que este caso pode desencadear um questionamento mais profundo sobre como as auditorias são conduzidas no Brasil. Se comprovada a participação das auditorias no encobrimento, isso pode resultar em mudanças significativas no modelo de atuação do setor de auditoria no país.

Além das possíveis penalidades impostas pela CVM, como advertências ou inabilitação para prática da profissão de auditoria, as empresas de auditoria podem enfrentar perdas de reputação e confiança no mercado.

Investidores e acionistas estão atentos às investigações e às possíveis ramificações que este caso pode ter no ambiente de negócios e regulamentação no Brasil. A integridade e transparência nas auditorias são cruciais para um mercado de capitais saudável.

As empresas devem aguardar o desenrolar das investigações e a decisão final da CPI sobre o caso. Esta situação reforça a necessidade de rigor e ética no setor de auditoria, a fim de manter a confiança dos investidores e a estabilidade do mercado financeiro.

A participação das empresas de auditoria em potenciais encobrimentos de fraudes representa não apenas um risco para elas próprias, mas também para a saúde geral do mercado de capitais brasileiro. A transparência, a responsabilização e a confiança são fundamentais para o crescimento sustentável e a estabilidade do mercado.

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