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Prejuízo operacional das operadoras de saúde aumenta 50% no primeiro trimestre de 2023

Planos de saúde

No primeiro trimestre deste ano, as operadoras de saúde enfrentaram um desafio significativo, com um aumento de 50% no prejuízo operacional em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O levantamento da ANS revelou que o setor registrou um lucro líquido de R$ 968 milhões nos primeiros três meses deste ano, representando uma queda de pouco mais de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro alcançou R$ 1,4 bilhão. Isso corresponde a aproximadamente 1,45% da receita efetiva de operações de saúde, que totalizou R$ 66,8 bilhões no primeiro trimestre de 2023, ou seja, para cada R$ 100 de receita efetiva de saúde, o setor obteve cerca de R$ 1,45 de lucro.

O setor de planos de saúde registrou um prejuízo operacional de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre deste ano, agravando a perda de R$ 1 bilhão no mesmo período de 2022. No ano passado, o lucro líquido despencou de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,5 milhões, representando apenas 0,001% da receita efetiva das operações, que alcançou R$ 237,6 bilhões.

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Entre os fatores que contribuíram para esses resultados estão o crescimento da frequência de uso dos planos de saúde, o aumento de preços de insumos, a oferta de tratamentos caros, a ocorrência de fraudes e a judicialização.

A sinistralidade, que fechou o trimestre em 87,2%, é apontada como a principal razão para o desempenho negativo das operadoras médico-hospitalares, um aumento de aproximadamente 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a ANS.

Embora os segmentos regulados pela ANS tenham apresentado resultados líquidos positivos, é importante ressaltar que a sinistralidade observada nos primeiros trimestres de 2018 e 2019 não ultrapassava os 82%. Os altos patamares atuais podem ser atribuídos mais à lenta recuperação das receitas dos planos do que ao aumento das despesas assistenciais devido à maior utilização dos serviços de saúde.

Diante desses desafios, o setor de planos de saúde busca soluções para reverter essa tendência e garantir sua sustentabilidade financeira, mantendo a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários.

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