Mercado Financeiro: Ibovespa sobe e Dólar estabiliza: CMN ajusta meta de inflação e IGP-M registra queda

Notas de dólar jogadas sobre a mesa
Reprodução: Internet

O mercado financeiro brasileiro apresentou um panorama positivo nesta quinta-feira (29), com o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrando o dia com valorização de 1,46%, aos 118.382,65 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial se manteve estável, cotado a R$ 4,847.

O bom desempenho do Ibovespa foi motivado principalmente por uma perspectiva de inflação mais controlada, devido ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) mais fraco do que o esperado, e pelo anseio dos investidores com relação à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre a meta de inflação.

O CMN, em reunião ocorrida hoje em Brasília, decidiu que o regime de metas de inflação passará por uma mudança a partir de 2025, com um horizonte de verificação de cumprimento estendido para mais de um ano. A decisão foi unânime e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, comunicaram a notícia.

Seguindo a tendência de desaceleração, o IGP-M, conhecido como a inflação do aluguel, apresentou uma queda de 1,93% em junho, marcando o terceiro mês consecutivo de deflação do índice. O anúncio foi feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre).

O novo sistema de meta de inflação será definido em decreto a ser editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As metas de inflação para 2024 e 2025 serão mantidas em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Além disso, a meta de inflação para 2026 também será de 3%.

No âmbito do mercado automobilístico, o Governo anunciou que irá promover uma nova rodada de crédito para o programa que visa baratear o carro zero. Um valor adicional de R$ 300 milhões será investido no programa, com fundos oriundos da reoneração do valor do litro de diesel.

Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) teve um aumento de 2% no primeiro trimestre, superando a projeção de 1,4% da Refinitiv. Este aumento amenizou o medo de uma recessão, mas reforçou a ideia de que o Federal Reserve continuará a realizar novas altas de juros.

Com as elevações das taxas de juros nos EUA, os investidores americanos podem agora encontrar retornos de mais de 5% em dólar aplicando em certificados de depósitos (CDs), semelhantes aos CDBs oferecidos no Brasil. As instituições que operam sob as regras do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) estão oferecendo um retorno de até 5,5% ao ano.

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