Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Fiesp Avalia Impacto do Mecanismo Europeu CBAM no Brasil

A Fiesp realizou uma análise aprofundada do Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) da União Europeia e seus potenciais impactos para o Brasil.

O Conselho Superior de Desenvolvimento Sustentável (Condes) da Fiesp, em parceria com o Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS), realizou uma análise aprofundada do Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) da União Europeia e seus potenciais impactos para o Brasil.

O CBAM é um mecanismo que impõe uma taxa aduaneira para compensar diferenças na pegada de carbono entre produtos produzidos na União Europeia e aqueles importados. O superintendente dos Departamentos do Agronegócio, Desenvolvimento Sustentável e Comércio Exterior da Fiesp, Antonio Carlos Costa, detalhou o funcionamento do CBAM na reunião.

Em 2019, a União Europeia iniciou o Green Deal, um plano estratégico para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 55% até 2030 e atingir a neutralidade climática até 2050. O CBAM exige que importadores no bloco informem e, se necessário, compensem o nível de emissões associadas a produtos importados.

A versão final do CBAM, aprovada em abril, iniciou uma fase de transição (2023-2025) onde exportadores devem reportar emissões embutidas nos produtos sem necessidade de pagamento. A fase regular começa em 2026, com a cobrança de certificados.

Costa enfatizou que o CBAM requer um modelo de cálculo específico para cada produto brasileiro. O carbono torna-se um novo fator de competitividade, abrindo espaço para debates sobre a descarbonização dos transportes e atenção às fontes que causam emissões indiretas através do consumo de energia.

Das exportações brasileiras em 2022, 15% foram destinadas à União Europeia (US$ 50,9 bilhões), e os produtos afetados pelo CBAM representam 4% desse total (US$ 2,1 bilhões), especialmente ferro e aço.

Joaquim Levy, Diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados do Banco Safra, destacou que o Brasil possui vantagens competitivas, como uma matriz energética limpa, mas deve se adaptar às regras do CBAM. Ele enfatizou a importância do planejamento para renovação do parque industrial, a relevância do hidrogênio, e que o mercado de carbono é estratégico para a inserção internacional do país.

Levy resumiu temas críticos, incluindo a governança do mercado de carbono, como os certificados serão negociados, supervisão das certificadoras, metodologia adotada, e tributação de créditos de carbono.

Em suma, o CBAM representa um desafio e uma oportunidade para o Brasil ajustar suas práticas comerciais e de sustentabilidade, atendendo às demandas globais por redução de emissões de carbono.

FacebookInstagramLinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco