Pesquisar
Close this search box.
Publicidade
Publicidade
X
Publicidade
X

Exportação de jumentos abatidos movimenta US$ 1,5 Bilhão

Foto: Divulgação/PM-BA

Os asininos, mais conhecidos como jumentos, jegues ou burros, estão sob uma ameaça silenciosa de extinção no Brasil. Em contraste com seu valor histórico e cultural no país, os números mostram uma uma queda de 62% na existência desses animais entre 2017 e 2022.

Segundo o Censo Agropecuário de 2017, havia 376 mil jumentos no país. Contudo, os números do Ministério da Agricultura mostram que até julho de 2023, 237 mil já haviam sido abatidos. Conforme publicado pelo G1, o ponto principal dessa questão é um mercado altamente lucrativo: a exportação de jumentos abatidos movimenta anualmente mais de US$ 1,5 bilhão.

A Bahia desponta como o principal estado brasileiro no abate de jumentos. E, o foco dessa demanda vem do outro lado do mundo: a China. O país asiático tem uma crescente demanda por peles de jumento para produzir ejiao, um produto medicinal tradicional.

Publicidade

Mas o que faz o ejiao ser tão valioso? Parte da medicina tradicional chinesa, o ejiao é feito a partir do colágeno das peles de jumento. Embora suas propriedades curativas sejam disputadas, a demanda por este produto é inegável, tendo como epicentro a província chinesa de Shandong.

Embora o abate de equídeos esteja regulamentado desde 2017, os defensores dos animais alegam que a taxa atual pode levar à extinção dos jumentos no país. Com uma demanda tão alta, e sem uma cadeia de produção eficaz para reposição, o rebanho de jumentos está em risco.

Os frigoríficos brasileiros que atuam na exportação de jumentos operam sob rígida supervisão. Até 2020, a USP identificou nove frigoríficos autorizados.

conteúdo patrocinado

MAIS LIDAS

MAIS LIDAS

conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado