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Bancos revisam projeção de crescimento do crédito no Brasil em 2023

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As instituições bancárias do Brasil ajustaram suas estimativas para o crescimento do crédito no país em 2023, em comparação com os números de 2022. De acordo com a pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) realizada em agosto, a projeção do sistema financeiro foi reajustada de um aumento de 7,8% para um aumento de 7,6%.

Essa revisão para baixo se deve, em grande parte, às operações voltadas para empresas, abrangendo tanto o crédito livre quanto o direcionado. No caso do crédito livre para empresas, a estimativa declinou de 2,4% (junho) para 1,7%. Para o crédito direcionado a empresas, houve uma redução de 7,7% para 7,2% entre as pesquisas anterior e atual.

No que diz respeito ao crédito livre, a Febraban atribui essa queda à performance aquém do esperado durante o ano, influenciada pela percepção de maior risco e pelas taxas de juros elevadas. As linhas de crédito mais impactadas pelo cenário, como as relacionadas a descontos de recebíveis, estão inclusas no crédito livre para empresas.

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No entanto, há um cenário diferente para o crédito livre destinado às pessoas físicas. A projeção de crescimento da carteira livre para esse segmento subiu de 6,1% (junho) para 6,3% (agosto). Segundo a Febraban, a resiliência do mercado de trabalho e medidas de estímulo ao consumo são fatores que contribuem para o otimismo dos bancos em relação a esse segmento.

Olhando para o futuro, as previsões para 2024 também foram ajustadas. A projeção de expansão da carteira total passou de 7,4% para 7,9%. Esse aumento é impulsionado pela carteira de recursos livres, que teve a estimativa elevada de 7,7% para 8,6%. A expectativa de juros mais baixos no próximo ano influenciou essa revisão.

No tocante à inadimplência do crédito livre, os bancos revisaram suas estimativas. A previsão para o final deste ano subiu de 4,8% para 4,9%, enquanto a expectativa para 2024 apresentou otimismo, passando de 4,6% para 4,5%.

Além das projeções de crédito, a pesquisa da Febraban também abordou as percepções dos bancos sobre indicadores macroeconômicos. A maioria dos participantes (83,3%) espera que o Copom realize cortes de 0,5 ponto percentual na taxa Selic em cada uma das reuniões até o final do ano, alinhado com a sinalização do Comitê. Isso indicaria uma Selic de 11,75% ao ano em dezembro de 2023 e de 10,75% ao ano em março de 2024.

Em relação aos riscos fiscais, 66,7% dos participantes acreditam que eles têm maior relevância para o cumprimento das metas de inflação a longo prazo. Mesmo com a retirada desse ponto do balanço de riscos do Copom, 61,1% dos entrevistados continuam preocupados com as incertezas fiscais.

A pesquisa da Febraban, conduzida a cada 45 dias após a divulgação da ata mais recente do Copom, contou com a participação de 19 bancos e foi realizada entre os dias 9 e 15 de agosto.

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