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Voluntários do RS se dizem enganados para resgatar armas em vez de crianças

Voluntários enfrentam surpresa ao descobrir carga de armas

Voluntários do RS se dizem enganados para resgatar armas em vez de crianças
Nicolas Vedovatto, de casaco azul, e Igor Garcia Cunha de Oliveira, de colete laranja: grupo participou de operação no aeroporto (Foto: Acervo pessoal).

Fortes chuvas inundaram o Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde ocorreu um incidente. Voluntários ajudavam nas enchentes e se envolveram numa operação de resgate. No entanto, o objetivo real era transportar mais de 3 mil armas da Taurus, não resgatar crianças como inicialmente informado.

Engano na comunicação

Igor Garcia Cunha de Oliveira, programador e voluntário de 26 anos, relatou a confusão. “Disseram que íamos resgatar crianças. Só ao chegar, descobrimos que se tratava de transportar armas.” Ele acrescentou que a Polícia Federal não sabia que o grupo não tinha laços com a Taurus.

Em resposta, a Taurus declarou não ter conhecimento sobre a participação dos voluntários. Além disso, a empresa prometeu investigar o ocorrido. “Vamos levantar os fatos com as autoridades policiais”, informou em nota.

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Detalhes da operação

A operação contou com coordenação fluvial do Comando de Operações Táticas da PF e apoio terrestre de uma transportadora credenciada pelo Exército. Além disso, a segunda fase teve escolta de veículos de segurança privada e carros da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do RS.

Nicolas Vedovatto, outro voluntário, explicou a situação. “Estávamos prontos para uma missão delicada envolvendo crianças. No último momento, nos informaram sobre as armas.” Além disso, Vedovatto destacou a surpresa e desapontamento do grupo.

Reações dos voluntários

Os voluntários transportaram 156 caixas de armas. “Levamos brinquedos, pensando nas crianças. Usamos tudo para transportar armas”, disse Vedovatto. Além disso, eles também precisaram arrombar um portão do aeroporto, tudo sem proteção adequada.

Igor contou sobre o trajeto até o aeroporto. “Foi assustador. Uma representante da Taurus nos alertou sobre os snipers.” Posteriormente, a operação se estendeu até a área de carga para exportação, muito alagada.

Posicionamento das autoridades

A Polícia Federal esclareceu que a operação foi coordenada em parceria com a Fraport e a Taurus. “A logística de remoção do armamento envolveu exclusivamente os contratados para essa finalidade”, afirmou a PF em nota.

Este incidente levanta questões sobre a comunicação e segurança em operações de grande escala, ressaltando a importância de uma clara divulgação das informações aos envolvidos.

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