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Gerdau fecha usina em Minas Gerais: 487 demissões anunciadas

Medida resultará na demissão de 487 funcionários

Gerdau fecha usina em Minas Gerais. (Foto: Divulgação/Gerdau)
Gerdau fecha usina em Minas Gerais. (Foto: Divulgação/Gerdau)

Na última segunda-feira (27), a Gerdau anunciou a paralisação da usina siderúrgica de Barão de Cocais, em Minas Gerais. A medida, chamada de “hibernação da usina”, resultará na demissão de 487 funcionários. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Barão de Cocais, a empresa informou que os trabalhadores demitidos receberão seus direitos trabalhistas.

Impactos da concorrência com o aço chinês

Além disso, a empresa destacou que a decisão é consequência de uma análise da competitividade da planta frente às condições do mercado de aço no Brasil. Nesse sentido, a concorrência com o aço chinês tem sido um dos principais motivos das reclamações do setor. Segundo a Gerdau, os custos elevados de matérias-primas e a insuficiência da produção de minério de ferro próprio em Minas Gerais afetam a competitividade da unidade.

Reações locais e sindicais à decisão da Gerdau

Nesse contexto, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Barão de Cocais, Eliseu Santa Cruz, lamentou a decisão e criticou a falta de comunicação prévia. Santa Cruz afirmou que a Gerdau alega que o fechamento é devido à concorrência com o aço chinês. Analogamente, o prefeito de Barão de Cocais, Décio Geraldo dos Santos (PSB), também se manifestou, dizendo que foi “pego de surpresa” com a notícia e criticou a falta de transparência da empresa.

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“Nós nos sentimos traídos pela empresa com o município. Faltou negociação, faltou um pouco mais de transparência, até mesmo para os funcionários, que chegaram para trabalhar e descobriram que estavam demitidos. Faltou buscar uma via, uma negociação para se evitar o fechamento”, afirmou Santos.

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Histórico e importância da usina

A usina da Gerdau em Barão de Cocais iniciou suas operações em 1988 e foi a primeira da companhia em Minas Gerais. Após isso, com capacidade produtiva de 330 mil toneladas de aço por ano, a usina utilizava fontes renováveis como carvão vegetal e reciclava sucata ferrosa. A unidade empregava, portanto, cerca de mil colaboradores e produzia aço para itens como torres de transmissão de energia e ferramentas manuais.

Reuniões e próximas etapas

O prefeito de Barão de Cocais afirmou que tentará conversar com membros superiores da siderúrgica para reverter a situação. Todavia, a Gerdau informou que pretende realocar o máximo de funcionários possível para outras unidades. A empresa também oferecerá programas de capacitação na área industrial e promoverá a gestão com foco em empreendedorismo para a população do entorno da usina.

Medidas do governo federal

Recentemente, o governo federal estabeleceu cotas de importação para 11 produtos siderúrgicos e elevou para 25% a alíquota sobre o excedente. A norma, portanto, entra em vigor em 1º de junho e terá validade de 12 meses. O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, reconheceu a importância da medida, mas destacou que é apenas um passo inicial. Nesse sentido, ele afirmou que é necessária uma solução estrutural, com debates mais amplos, como a redução dos preços do gás.

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