Anúncio SST SESI

O que realmente muda com a nova taxação para multinacionais?

Câmara aprova taxação para multinacionais de 15% sobre lucros. A mudança visa aumentar a arrecadação e alinhar o Brasil com as normas globais.
Taxação para multinacionais
A implementação da taxação mínima de 15% sobre os lucros de multinacionais no Brasil é um movimento importante para corrigir distorções no sistema tributário e alinhar o país com práticas fiscais (Imagem: Freepik)

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 17, um projeto de lei que estabelece uma taxação mínima de 15% sobre os lucros de multinacionais instaladas no Brasil. A proposta visa atender a um acordo global para evitar a erosão da base tributária.

O que é a taxação para multinacionais?

A taxação para multinacionais é uma estratégia para garantir que as grandes empresas, com sede em diferentes países, paguem uma porcentagem mínima de impostos sobre seus lucros.

Com a aprovação da lei, empresas com receita superior a 750 milhões de euros (cerca de R$ 4,78 bilhões) em pelo menos dois dos quatro anos fiscais anteriores à apuração serão obrigadas a pagar 15% sobre o lucro gerado no Brasil. Esse valor será um adicional à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), já existente no país.

A medida segue as diretrizes estabelecidas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o G20, que trabalham juntos para evitar que multinacionais utilizem paraísos fiscais ou estratégias agressivas de planejamento tributário para reduzir seus impostos. O objetivo é garantir que todas as empresas paguem uma quantia justa de impostos, especialmente aquelas que geram grandes lucros em países como o Brasil.

O que muda com a nova taxação para multinacionais?

Com a implementação dessa nova taxação mínima, a principal mudança é a maior transparência e a correção das distorções fiscais. Atualmente, muitas multinacionais utilizam incentivos fiscais e outras estratégias para pagar taxas de imposto muito abaixo da alíquota nominal de 34%.

A medida afetará cerca de 290 multinacionais no Brasil, incluindo grandes empresas dos setores de tecnologia, energia e bens de consumo. A estimativa do governo é que a arrecadação com essa tributação chegue a R$ 3,2 bilhões em 2026 e R$ 7,2 bilhões em 2027.

Perspectivas futuras

A Câmara aprovou a taxação mínima global, considerado um passo importante para alinhar o Brasil às práticas fiscais internacionais. A medida também busca aumentar a arrecadação, o que ajudará o governo a cumprir suas metas fiscais, especialmente em um momento de recuperação econômica.

No entanto, a medida também pode gerar resistências entre as multinacionais, que podem tentar ajustar suas operações para minimizar o impacto financeiro da taxação.

O projeto ainda prorroga até 2029 dois incentivos fiscais para multinacionais brasileiras, permitindo a dedução de até 9% sobre lucros no exterior. Isso pode ajudar a equilibrar a competitividade das empresas brasileiras com suas concorrentes internacionais. A nova taxação começará a ser cobrada a partir do ano fiscal de 2025, e as empresas deverão fazer os pagamentos até o sétimo mês após o fim do ano fiscal.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

Mais lidas

Últimas notícias