Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Expectativa de vida no Brasil sobe a 76,6 anos em 2024, indica tábua do IBGE

Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE. A nova tábua de mortalidade mostra melhora consistente após os efeitos da pandemia, com queda da mortalidade infantil, maior sobrevida entre idosos e diferença mantida entre homens e mulheres. Avanços em saúde básica, renda e emprego também contribuíram para o resultado, enquanto o país segue aprofundando seu processo de envelhecimento populacional. Saiba mais na matéria completa.
expectativa de vida no Brasil em 2024 segundo o IBGE
Expectativa de vida no Brasil sobe a 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE. (Foto: Reprodução)

A expectativa de vida no Brasil alcançou 76,6 anos em 2024, segundo a nova tábua de mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (28/11). Segundo o levantamento, o avanço de 2,5 meses sobre 2023 consolida a recuperação iniciada após o impacto da pandemia, quando o indicador havia caído para 72,8 anos em 2021. Mesmo discreto, o resultado recoloca a longevidade brasileira na tendência de crescimento observada antes da crise sanitária.

A nova tábua detalha, ainda, diferenças persistentes entre homens e mulheres. Em 2024, a expectativa de vida feminina atingiu 79,9 anos, enquanto a dos homens chegou a 73,3 anos. Esse distanciamento reflete padrões distintos de mortalidade, especialmente entre jovens adultos, faixa mais exposta a causas externas. Apesar dessas assimetrias, o conjunto de indicadores mostra avanço em praticamente todas as idades.

Expectativa de vida no Brasil: panorama da tábua de 2024

O IBGE aponta que a retomada demográfica está associada à melhora de parâmetros básicos de saúde. O país registra queda da mortalidade infantil, ganho de sobrevida entre idosos e estabilidade nos níveis de óbitos por doenças crônicas. Entre os principais números desses apontamentos, temos:

  • Expectativa total: 76,6 anos; homens: 73,3; mulheres: 79,9.
  • Mortalidade infantil recua para 12,3 por mil nascidos vivos.
  • Mortalidade na infância (0–5 anos): 14,4 por mil, com 84,8% das mortes no primeiro ano.
  • Expectativa aos 60 anos: 22,6 anos adicionais, reforçando a ampliação da vida adulta.
  • Indicadores retomam trajetória pré-COVID e se estabilizam acima dos níveis de 2022.

Esses elementos ajudam a explicar o desempenho atual da vida média nacional, influenciada tanto por avanços sanitários quanto pela redução do excesso de mortes observado no período pandêmico.

Condições socioeconômicas e seus efeitos sobre a expectativa de vida no Brasil

A evolução de variáveis econômicas ao longo de 2023 e 2024 também contribui para o resultado. Em demografia, emprego, renda e acesso a serviços públicos afetam diretamente o risco de morte, sobretudo entre adultos de baixa renda. Fatores que contribuem para isso incluem:

  • Aumento do emprego formal e da renda real, que reduz a exposição a riscos associados à vulnerabilidade social.
  • Expansão da atenção primária, com redes de saúde da família atuando de forma mais contínua.
  • Melhora no saneamento básico em municípios de médio porte, com impacto na redução de doenças infecciosas.
  • Maior acesso a consultas e exames por meio de planos populares e serviços de saúde acessíveis.
  • Avanços na prevenção de doenças crônicas, responsáveis pela maior parte das mortes no país.

Esses fatores reforçam o ambiente que sustenta o avanço da sobrevida no país, especialmente em faixas etárias intermediárias.

Estrutura demográfica e mudanças de longo prazo

A ampliação da expectativa de vida no Brasil se insere num processo de transformação estrutural. O país atravessa uma transição demográfica longa, iniciada na metade do século passado, que combina queda da fecundidade, redução da mortalidade e aumento contínuo da população idosa. Segundo o estudo do IBGE:

  • Mortalidade infantil recuou mais de 90% desde 1940.
  • A proporção de pessoas que chegam aos 80 anos cresce de forma contínua.
  • Óbitos por doenças infecciosas cedem espaço às doenças crônicas.
  • O avanço do envelhecimento pressiona políticas de saúde e previdência.

Essa dinâmica altera o perfil da população e exige adaptações permanentes na oferta de serviços públicos e privados.

Tendências de continuidade para a longevidade

A evolução demográfica indica que a expectativa de vida no Brasil seguirá influenciada por melhorias em saúde, urbanização e acesso a cuidados médicos. A expansão do grupo acima de 80 anos pressiona a necessidade de políticas voltadas ao envelhecimento ativo, prevenção de doenças crônicas e reorganização das redes de atenção.

Por fim, o país tende a conviver com um volume crescente de idosos, o que amplia a relevância de estratégias que garantam autonomia, proteção social e capacidade de resposta do sistema de saúde.

Clique aqui e confira as Tábuas completas de mortalidade para o Brasil – 2024, do IBGE.

Confira nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Notícias Relacionadas