O lucro da Riachuelo ganhou força no quarto trimestre de 2025 e fechou o ano no maior patamar da história recente da companhia. No período, a varejista reportou ganho líquido de R$ 322 milhões, alta de 28,8% em relação ao mesmo período de 2024, marcando o melhor desempenho para um quarto trimestre em cinco anos.
No acumulado do exercício da Riachuelo, o lucro somou R$ 512 milhões, avanço de 117% sobre 2024. Além disso, o Ebitda anual atingiu R$ 1,8 bilhão, crescimento de 18%, enquanto a receita líquida alcançou R$ 10 bilhões, alta de 9%, segundo balanço divulgado pela empresa.
Lucro da Riachuelo impulsiona margens e vendas
A expansão do lucro da Riachuelo foi acompanhada por melhora operacional. O Ebitda ajustado do quarto trimestre chegou a R$ 660 milhões, com margem de 20,6%, avanço de 1,9 ponto porcentual na comparação anual. Já a margem bruta do vestuário atingiu 57,8%, elevação de 2,9 pontos.
O crescimento de vendas em mesmas lojas do segmento de moda foi de 7,2%, completando o décimo trimestre consecutivo de evolução nesse indicador. Segundo o presidente André Farber, os números refletem um estágio mais maduro da companhia, com foco em disciplina de gestão e fortalecimento da marca.
Resultado da varejista mostra força do modelo híbrido
Outro vetor relevante para o desempenho foi a Midway, braço financeiro do grupo. O Ebitda da operação somou R$ 126 milhões no trimestre, alta de 28,4% frente ao 4T24. De acordo com o CFO Miguel Cafruni, a vertical tem sido conduzida com atenção à qualidade da concessão de crédito e maior autonomia em relação ao varejo.
Além disso, a empresa abriu oito novas lojas ao longo de 2025, ampliando a presença física. A combinação entre expansão comercial e disciplina operacional contribuiu para sustentar a rentabilidade mesmo em ambiente de consumo ainda seletivo.
Riachuelo: o lucro e a estratégia de capital
A venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão também alterou a estrutura de capital. Segundo a administração da Riachuelo, a transação viabilizou uma distribuição recorde de dividendos ao longo do ano, reforçando o caixa e permitindo maior flexibilidade financeira.
Nesse contexto, o lucro no período sinaliza uma Riachuelo com margens mais fortes, geração de caixa consistente e integração entre varejo e serviços financeiros. Agora, a companhia precisa sustentar o ritmo de crescimento em um cenário macroeconômico ainda pressionado por juros elevados e maior seletividade no crédito.





