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Abertura de pequenos negócios no Brasil bate recorde no início de 2026

A abertura de pequenos negócios superou 1,033 milhão de registros no primeiro bimestre de 2026. Segundo a Receita Federal e o Sebrae, microempreendedores individuais lideram as formalizações no país. Saiba mais.
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Mais de 1 milhão de empresas foram abertas no Brasil no primeiro bimestre de 2026 com setor de serviços somando 65% das formalizações.

A abertura de pequenos negócios no Brasil alcançou um novo recorde nesta segunda-feira (09/03). Dados da Receita Federal consolidados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 1,033 milhão de empresas foram formalizadas entre janeiro e fevereiro de 2026.

O volume supera em 3% o recorde anterior, registrado no mesmo período de 2025. Segundo o levantamento do Sebrae, microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte responderam por 97,3% de todas as novas pessoas jurídicas abertas no país.

Abertura de pequenos negócios e predominância do MEI

Entre os registros, o microempreendedor individual concentrou a maior parte das formalizações. A categoria respondeu por 79,5% das novas empresas abertas no primeiro bimestre.

Na sequência aparecem as microempresas, com 17% de registros, e as empresas de pequeno porte, responsáveis por 3,5% das formalizações para abertura de pequenos negócios.

O enquadramento depende principalmente do faturamento anual e da estrutura de contratação. O MEI, por exemplo, pode faturar até R$ 81 mil por ano e manter apenas um empregado. Modelo, inclusive, criado para facilitar a formalização de trabalhadores por conta própria.

Estrutura empresarial e limites de receita

Já as microempresas (ME) possuem limite de faturamento anual de até R$ 360 mil e podem empregar até nove funcionários no comércio e serviços ou 19 na indústria. Enquanto as empresas de pequeno porte (EPP) podem registrar receita de até R$ 4,8 milhões por ano e ter até 49 empregados no comércio e serviços ou 99 na indústria.

Essas categorias costumam operar com estruturas de trabalho maiores e presença mais ampla em diferentes atividades econômicas.

De acordo com dados do Sebrae referentes a 2025, micro e pequenas empresas responderam por mais de 80% do saldo de contratações formais no país. O que, portanto, reforça o peso desse segmento na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro e na importância da abertura de pequenos negócios.

Setores que impulsionam novos empreendimentos

Entre os microempreendedores individuais (MEIs), a abertura de pequenos negócios em fevereiro está concentrada, em sua maior parte, em alguns setores específicos da economia:

  • Serviços — 65% das formalizações: setor que reúne atividades ligadas à prestação de serviços e logística urbana, segmento que concentra a maior parte dos novos registros.
  • Comércio — 19,6%: inclui principalmente pequenos negócios voltados à venda direta de produtos no varejo.
  • Indústria — 7,6%: abrange produção artesanal e pequenas operações industriais.
  • Construção — 6,8%: envolve atividades ligadas a obras, reformas e manutenção.

Entre micro e pequenas empresas, os novos negócios aparecem principalmente em áreas ligadas a serviços profissionais e administrativos, com destaque para atividades de saúde e apoio corporativo.

Dinâmica econômica da expansão da abertura de pequenos negócios

O recorde recente na abertura de pequenos negócios amplia a base empresarial do país e reforça o papel desse segmento na geração de renda e ocupação.

Além disso, a predominância de atividades de serviços, logística e apoio administrativo indica uma economia cada vez mais baseada em prestação de serviços, trabalho autônomo e pequenas operações empresariais.

Nesse contexto, a expansão da abertura de pequenos negócios apontada pelo Sebrae permanecerá como um dos principais vetores de formalização econômica e renovação da estrutura produtiva brasileira.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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