A venda de participações do Iguatemi (IGTI11) foi concluída nessa sexta-feira (13/03) com a transferência de fatias minoritárias em quatro shopping centers para o XP Malls Fundo de Investimento Imobiliário. Segundo fato relevante divulgado pelo Iguatemi, a operação somou R$ 372 milhões e teve cap rate médio de 7,8%, com base no resultado operacional (NOI) de 2025.
Mesmo com a alienação parcial, a Iguatemi informou que seguirá responsável pela administração e pelo controle dos empreendimentos. Assim, a companhia monetiza parte do portfólio sem abrir mão da gestão dos ativos, ponto central do desenho financeiro anunciado ao mercado.
Venda de participações do Iguatemi detalha os ativos
A operação envolveu, anunciada em novembro de 2025, participações minoritárias em empreendimentos já integrados ao portfólio da empresa e com operação sob sua estrutura.
- 9% do Shopping Iguatemi Alphaville
- 23,96% do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto
- 18% do Shopping Iguatemi São José do Rio Preto
- 7% do Shopping Praia de Belas
Esse recorte ajuda a explicar o racional do negócio. A companhia levantou recursos com ativos já maduros, enquanto preservou a condução comercial, a relação com lojistas e a gestão dos shopping centers. O que, portanto, sustenta a presença da marca nesses endereços.
Estrutura financeira da operação
A venda de participações do Iguatemi foi dividida em quatro parcelas. Do total, a companhia recebeu R$ 191,7 milhões em cotas da 14ª emissão do XP Malls já nessa sexta, enquanto R$ 68,7 milhões entraram à vista em dinheiro.
Além disso, a venda de participações do Iguatemi prevê R$ 37,2 milhões em até 12 meses e mais R$ 74,4 milhões em até 24 meses, ambos corrigidos pelo CDI. Esse formato mistura caixa, cotas de fundo imobiliário e valores a receber, distribuindo o ingresso de recursos no tempo. Não se trata, inclusive, da primeira operação de venda de participações, em 2024 o Iguatemi vendeu 50% do Shopping Iguatemi São Carlos,
Venda de participações do Iguatemi mantém comando dos shoppings
O ponto mais relevante para a leitura do negócio, porém, está no pós-operação. Embora o XP Malls passe a deter as fatias adquiridas, a Iguatemi permanece na frente da gestão de ativos, da operação dos empreendimentos e do comando estratégico dos imóveis.
Para o mercado, a venda de participações do Iguatemi reforça uma agenda de reciclagem de portfólio sem ruptura operacional. A companhia transforma parte dos ativos em liquidez, mantém exposição aos shoppings. E, além de tudo, preserva a estrutura que sustenta receitas, governança e poder de decisão sobre o portfólio.





