Sebrae aponta queda de 18% na taxa de empreendedorismo no Brasil em 2020

Apesar da taxa de empreendedorismo inicial ter apresentado um ligeiro aumento, passando de 23,3% para 23,4%, e atingido a maior taxa histórica da série, que é feita desde 2002, a forte redução na quantidade de empreendedores estabelecidos derrubou a taxa total, ao passar de 16,2% para 8,7%, uma redução de quase 50%.
Apesar da taxa de empreendedorismo inicial ter apresentado um ligeiro aumento, passando de 23,3% para 23,4%, e atingido a maior taxa histórica da série, que é feita desde 2002, a forte redução na quantidade de empreendedores estabelecidos derrubou a taxa total, ao passar de 16,2% para 8,7%, uma redução de quase 50%.

Em 2020, a taxa de empreendedorismo total no Brasil atingiu o menor patamar dos últimos oito anos e caiu para 31,6%, o que representa uma redução de 18,33% quando comparada com a taxa de 2019, que foi de 38,7%. As informações constam no relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

Com esse resultado, o Brasil caiu do 4º lugar para o 7º em taxa total de empreendedorismo no mundo. A taxa de empreendedorismo total é a proporção da população adulta que está ocupada como empreendedor inicial, aqueles com até 3,5 anos de operação, e/ou dos empreendedores estabelecidos, com mais de 3,5 anos de operação.

Apesar da taxa de empreendedorismo inicial ter apresentado um ligeiro aumento, passando de 23,3% para 23,4%, e atingido a maior taxa histórica da série, que é feita desde 2002, a forte redução na quantidade de empreendedores estabelecidos derrubou a taxa total, ao passar de 16,2% para 8,7%, uma redução de quase 50%. O número de empreendedores estabelecidos ficou abaixo do registrado em 2004.

“A taxa total de empreendedorismo no Brasil sofreu uma redução nunca vista antes. A pandemia do coronavírus veio e derrubou o mercado todo, em especial os mais antigos. O mundo inteiro sentiu esse impacto, mas, no Brasil, os efeitos sobre o empreendedorismo foram mais fortes ainda”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Segundo ele, a elevada redução na taxa de empreendedores estabelecidos revela uma piora da qualidade do empreendedorismo no Brasil. “Entrou muita gente inexperiente e empreendedores preparados se viram obrigados a abandonar os empreendimentos que possuíam, o que representa uma forte mudança qualitativa”, pontuou Melles.

O leve crescimento na porcentagem da taxa dos empreendedores iniciais tem entre suas causas o aumento do desemprego no país motivado pela pandemia do coronavírus. Essa expansão levou o índice ao maior nível da série histórica que já é monitorada pelo Sebrae há quase 20 anos.

Esse índice é composto por empreendedores novos, que têm mais de três meses e até 3,5 anos de operação, e pelos nascentes, que representam o grupo de pessoas que nos últimos 12 meses realizaram alguma ação visando ter um negócio próprio ou tem uma empresa com no máximo três meses de operação.

De acordo com o relatório da GEM 2020, o número de empreendedores iniciais motivados pela necessidade saltou de 37,5% para 50,4%, o mesmo nível de 18 anos atrás. Além disso, 82% dos entrevistados alegaram que a motivação para começar um negócio foi a solução encontrada para ganhar a vida porque os empregos são escassos.

A pesquisa também detectou que o contingente de pessoas que estão entrando agora no mercado como empreendedores, os empreendedores nascentes, cresceu 25% e atingiu o maior patamar da série histórica, com uma taxa que representa 10,2% da população adulta.

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