Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Perdas para municípios: CNM contra legislação da Reforma da Previdência

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou sua insatisfação com a aprovação do Projeto de Lei 2337/2021, que pode fazer os municípios perderem até R$ 9,3 bilhões por ano. O presidente Paulo Ziulkoski criticou os favorecimentos a lobbies e disse que a arrecadação deve alcançar até R$ 32 bilhões anuais. A CNM trabalhará no Senado para reverter essas perdas.
Perdas para municípios devido ao PL 2337/2021.
Entre as alterações de última hora que ampliaram a perda dos municípios (Imagem: Mário Agra/Câmara dos Deputado)
Getting your Trinity Audio player ready...

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) manifestou grande insatisfação com a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2337/2021 pela Câmara dos Deputados. O projeto altera a legislação do imposto de renda para pessoas físicas e jurídicas. Segundo a CNM, a nova legislação trará perdas para os municípios brasileiros.

CNM Critica Aprovação do PL 2337/2021

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que a aprovação do PL 2337/2021 desrespeitou um acordo previamente firmado. O acordo buscava evitar perdas financeiras para os municípios.

“O relator do PL, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cederam às pressões dos lobbies. Com isso, aprovaram um texto que trará perdas de R$ 9,3 bilhões anuais para os municípios brasileiros”, afirmou Ziulkoski.

Mudanças de Última Hora

Entre as alterações de última hora que ampliaram a perda dos municípios estão a manutenção do desconto simplificado do IRPF para contribuintes com ganhos superiores a R$ 40 mil anuais e a redução da alíquota sobre lucros e dividendos de 20% para 15%.

“Essas concessões, feitas para atender a grupos de interesse, aumentaram a perda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de R$ 1 bilhão para R$ 5,6 bilhões”, informou a CNM.

Impactos na Arrecadação com Perdas para os Município

O objetivo principal do PL era retomar a tributação de lucros e dividendos, interrompida em 1996. No entanto, a CNM aponta que o texto aprovado contém tantas isenções que a arrecadação não deve ultrapassar R$ 32 bilhões anuais. “A arrecadação efetiva do novo imposto sobre dividendos deve ficar em torno de 4% dos lucros líquidos auferidos pelas empresas”, destacou a entidade. Além disso, a alíquota do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) foi reduzida de 25% para 18%, resultando em um impacto negativo de R$ 55 bilhões para os cofres públicos.

Perdas para municípios

A CNM afirma que o texto aprovado não torna o sistema tributário mais justo. Pelo contrário, penaliza os municípios e os serviços públicos prestados à população de baixa renda, especialmente em saúde e educação. Em uma década, estima-se uma perda de pelo menos R$ 50 bilhões para essas áreas.

Acordo Rompido

Durante a tramitação do projeto, a CNM esteve em permanente negociação com o relator Celso Sabino e o presidente Arthur Lira. Há duas semanas, um acordo foi firmado para limitar a perda do FPM a no máximo R$ 1 bilhão. “Infelizmente, esse acordo foi rompido unilateralmente pelas lideranças da Câmara em uma negociação que envolveu governo, PT e demais partidos de oposição”, lamentou a CNM.

Desfecho da Votação

O desfecho da votação mostra, segundo a CNM, que o discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, de “Mais Brasil, menos Brasília”, não se concretizou.

“Os municípios perderão R$ 9,3 bilhões enquanto a União compensará suas perdas com revisão de benefícios fiscais do PIS/Cofins. Mais uma vez, as autoridades federais fazem bondade com chapéu alheio”, criticou a CNM.

Próximos Passos

Diante do não cumprimento do acordo, a Confederação dos Municípios (CNM) anunciou que atuará para reverter as perdas para municípios no Senado Federal. A entidade buscará proteger a população brasileira dos prejuízos decorrentes do texto aprovado inicialmente pela Câmara.

FacebookInstagramLinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash