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Aumento da inflação afeta o segmento dos restaurantes e delivery

A pesquisa foi feita entre 12 de agosto e 8 de setembro e contou com 800 empresas de diversos perfis, de redes a independentes, em todos os estados brasileiros.

Acomodar os aumentos de eletricidade, combustível e até produtos alimentícios está sendo uma tarefa difícil para os donos de restaurantes do país. O peso da inflação e a manutenção das medidas de ajuste e digitalização dos sistemas é apontado pelos empresários como sendo o principal motivo causador do reajuste de preços, que vem ocorrendo nos últimos seis meses.

Um levantamento feito pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em parceria com a Galunion Consultoria e o Instituto Foodservice Brasil (IFB) apontou que 42% dos estabelecimentos pesquisados, especialmente os que trabalham com delivery, repassaram para o consumidor o valor dos reajustes que são feitos quase que diariamente, no país. Além disso, 50% do total de restaurantes analisados, revelaram que fizeram ajustes nos cardápios nos últimos seis meses.

Fernando Blower, diretor executivo da ANR analisa que os restaurantes do país tiveram que se adaptar ao momento em que passaram mais de 100 dias fechados, em 2020, e, agora, precisam lidar com o aumento da inflação e dos insumos, atrelado ao não retorno do movimento que ocorria num período pós pandemia. Para ele, o food service já sente fortemente o impacto da inflação.

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“É preciso analisar dois momentos no contexto da pandemia. O primeiro, quando todo o setor foi fechado por mais de 100 dias em 2020 e encontrou no delivery o único modo de sobreviver. Agora, mais recentemente, o setor está aberto e na maior parte do País já opera sem restrições. Mas o movimento não voltou ao período pré-pandemia e a inflação já impacta os negócios”, analisa.

O diretor da Associação diz ainda que no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação da alimentação no setor chegou a 13,27%, sendo que o índice chegou a passar de 30% no caso de proteínas e embalagens. “Embora o setor tenha tentado segurar ao máximo, não há como achatar as margens e os estabelecimentos acreditam que serão obrigados a repassar alguns valores aos consumidores”, afirma Blower.

Mesmo com a retomada gradativa dos salões, o delivery continua a representar uma parcela significativa do faturamento do setor. Segundo a pesquisa, a participação saltou de 24% pré-pandemia para 39% em média atualmente. Além disso, 85% dos estabelecimentos pretendem manter este canal de vendas.

“A entrega de refeição passa a ser uma estratégia básica e fundamental para todos os operadores que atuam no mercado de Food Service. E a gente não pode esquecer que o delivery é uma nova ocasião de consumo”, comenta a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante.

A pesquisa foi feita entre 12 de agosto e 8 de setembro e contou com 800 empresas de diversos perfis, de redes a independentes, em todos os estados brasileiros, que representam 22.907 lojas, sendo que 67% estão localizadas nas ruas e outras 22% em shoppings e centros comerciais.

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