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Patrimônio Imobiliário: O tesouro escondido das famílias empresárias – Por Aletéia Lopes

Especialista em Gestão de empresa familiar herdeiros

*Coluna Aletéia Lopes, 06/12/2021

A empresa familiar, ao longo do tempo, não só contribui para o aquecimento da economia através da geração de emprego e renda como também gera riqueza para seus acionistas. No entanto, o negócio em si é sempre o principal foco dos executivos familiares, principalmente dos fundadores que tratam esse negócio como seu maior motivo de orgulho, pois traz o sustento para a família e a projeção para a sociedade. E por terem um perfil conservador e patrimonialista vão adquirindo imóveis ao longo do tempo como um grande colecionador de um tesouro que mantém escondido, relegado a segundo plano.

No entanto, o que muitas vezes não percebem é que esse patrimônio imobiliário geralmente representa até quatro vezes o valor do seu próprio negócio, negligenciando sua gestão e acumulando impostos por deixarem esse tesouro no sótão do esquecimento.

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Nos últimos 20 anos os fundos imobiliários ou FII’s apareceram e ajudaram a profissionalizar a visão do mundo imobiliário, trazendo um alto profissionalismo e a alta performance do mercado financeiro para o mundo dos imóveis físicos. Esse encontro de dois mundos altamente lucrativos acabou por criar uma nova área que é o mercado financeiro imobiliário, que embora ainda em desenvolvimento, evolui com uma velocidade muito grande deixando para trás aqueles que viam investimento imobiliário de uma forma vintage, romântica ou tradicionalmente conservadora. Assim, com uma visão moderna a gestão patrimonial acaba absorvendo as caraterísticas propostas pelo mercado financeiro adaptadas ao mundo imobiliário aonde a palavra estruturação começa a fazer parte das discussões estratégicas das famílias empresárias.

Mas, ainda há muito o que caminhar na busca de profissionalismo na área patrimonial imobiliária, pois ainda encontramos o olhar de espanto de membros de famílias empresárias quando é feito um inventário patrimonial para saber a quantidade de patrimônio acumulado, seu valor de mercado e o mais importante, o que pode ser gerado de riqueza com seu desenvolvimento, exigindo assim uma tomada de decisão qualificada.

É importante a organização do patrimônio imobiliário através da estruturação da holding patrimonial não só como instrumento de proteção, mas principalmente como ambiente para tratar esse tesouro, pois existe um negócio rico, cheio de perspectivas e lucratividade que deve ser discutido em um comitê familiar para que a nova geração comece a participar e veja esse patrimônio como um novo negócio a ser desenvolvido com metodologias apropriadas para transformar o que por muitas vezes é esquecido pelas famílias empresárias em algo tão promissor quanto a empresa que gerou todo esse tesouro escondido.

*Aletéia é escritora e diretora da HerdArs com experiência em projetos de governança para Famílias Empresárias e formação de Herdeiros/Sucessores. Mentora estratégica de executivos familiares e mediadora de conflitos. Graduada em Serviço Social, com formação em Mentoring, Coaching, Constelação Sistêmica e Terapia Familiar. Membro do Instituto Brasileiro de Governança corporativa – IBGC/Ce. Diretora de Governança da Câmara de Comércio e Indústria Brasil e Alemanha no Ceará – CCIBAC.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB.

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