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Que negócio é o agro? – Por Samir Nicolau

*Coluna por Samir Nicolau, 03/03/2022

A menção de “agronegócio” traz a mente de todo brasileiro as imagens de grandeza; fartura; riqueza e produção vasta de alimentos, paradoxalmente surgem também imagens negativas, o agropecuarista ou é o magnata poluidor explorador de mão de obra, ou é o “Jeca Tatu”, homem inculto que realiza produção rudimentar, subsistente e extrativista. Afinal, o que é o Agronegócio? Quão grande e importante realmente é o agronegócio brasileiro? Quem são os agropecuaristas?

O termo agronegócio foi definido por Ray Goldberg e John Davis, professores de Harvard em 1957, como a soma das operações de produção e distribuição de suprimentos, das operações de produção das unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas, e itens produzidos a partir deles. Esse termo foi cunhado buscando enfatizar os aspectos gerenciais, administrativos do agronegócio, os processos técnicos de produção, e inclui demais stakeholders como cooperativas, associações e agencias reguladoras, governamentais e agentes do terceiro setor.

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Prefiro definir o Agronegócio de forma mais simples e ampla: “Agronegócio é o conjunto das atividades econômicas que dão suporte e ou atuam no extrativismo e ou produção de matéria orgânica a partir de seres vivos não humanos, e as subsequentes atividades envolvidas em sua transformação em bens de consumo”.

Em nosso país o Agro é a fartura e a riqueza, único setor da economia a permanecer inabalado pela pandemia de COVID19, o agro cresce sustentadamente há décadas, o PIB do agro alcançou 1,98 trilhões em 2020, representando 26,2% do PIB nacional, e um crescimento de quase 460 bilhões em relação a 2019. A importância do nosso Agro ultrapassa seu valor econômico, tomemos a Soja por exemplo, nosso país produziu na safra 2020/2021 135,4 milhões de toneladas do grão, 37,4% da produção mundial. A soja tem em média 35% de proteína, ou seja, de forma grosseira o Brasil produziu, apenas em soja, proteína suficiente para alimentar por 1 ano 212 milhões de pessoas com as 50 gramas diárias de proteína recomendadas.

Nem um grão de soja, milho, arroz ou feijão. Nem um litro de leite ou quilo de carne, ou ovo. Nem um fio de algodão ou seda. Nem um centímetro de madeira. Nem uma laranja, manga, banana, berinjela ou folha de alface. Nem um dos itens infindáveis da lista de produtos do Agronegócio, que existem e só existem graças ao agronegócio, chegaria ao mercado sem o agropecuarista. Tão pouco o “Jeca Tatu”, tão pouco o “porco capitalista” explorador de homens e destruidor do meio ambiente. O agropecuarista brasileiro é um ser humano único, foram eles que efetivamente ocuparam esse país. Foi para pecuária de corte que os tropeiros povoaram o Rio Grande do Sul, já Minas Gerais para a pecuária leiteria, foi o Café e sua pujança que consolidaram o povoamento de São Paulo, mais recentemente foi a pecuária extensiva, profissionalizada e a produção de soja que nos levaram a efetivamente ocupar o centro-oeste. São humanos de fibra, capazes de enfrentar os maiores desafios e fazer brotar riqueza, fartura e desenvolvimento nos mais longínquos e inóspitos ambientes.

O Agronegócio brasileiro, assim como o Brasil, ainda tem muito a crescer e amadurecer, diversos são os desafios e oportunidades a diante, para ambos, mas certamente é nas mãos firmes dos homens e mulheres que plantam e criam que está o futuro desse país. Nas palavras do Sheik Khalifa Bin Zayed Al Nahyan “Me dê agropecuária e eu lhe darei civilização”

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB.

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