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O armamento através do sistema bancário SWIFT ameaça o dólar como moeda de reserva global

Foto de Tima Miroshnichenko no Pexels

O sistema bancário SWIFT tem sido notícia nos últimos dias. Desde que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou em 24 de fevereiro, o SWIFT se tornou um tema muito debatido, já que os EUA e seus aliados impuseram sanções econômicas à Rússia para isolar ainda mais o país da comunidade financeira global e forçar Moscou a retirar suas tropas da Ucrânia.

SWIFT

Significa “The Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication”, é um sistema global de mensagens financeiras fundado na Bélgica em 3 de maio de 1973. É uma plataforma financeira mundial que conecta bancos, instituições financeiras e governos. A rede financeira é utilizada pelos bancos para enviar mensagens seguras sobre transferências de dinheiro e outras transações.

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Não é a primeira vez que o governo americano utiliza o SWIFT como arma contra seus inimigos. Em 2018, o ex-secretário do Tesouro Steven Mnuchin também ameaçou a China com o uso da opção nuclear econômica durante uma transmissão da conferência. Na época, Mnuchin disse: “Se a China não seguir essas sanções, colocaremos sanções adicionais sobre eles e os impediremos de acessar o sistema do dólar americano e internacional, e isso é bastante significativo”.

Tiro no Pé

Na situação atual, especialistas em todo o mundo dizem que o armamento através do sistema e do dólar americano poderia forçar outros países a reduzir sua dependência do SWIFT e do dólar americano negociando em outras moedas, o que poderia levar ao fim da moeda americana como reserva global. O controle do SWIFT e do dólar coloca os EUA uma grande vantagem sobre outros países.

Mudança

No últimos anos, é claro um número maior de bancos centrais comprado ouro como forma de diversificar suas reservas. Não é surpresa que países em terreno instável com os EUA acelerem a medida, mas mesmo os aliados tradicionais dos EUA já demostram preocupação com o super controle econômico americano.

Há cerca de quatro dias após o início da guerra com a Ucrânia, o CEO do JP Morgan, Dimon, alertou que ao desconectar os bancos russos da plataforma SWIFT poderia incentivar terceiros à encontrar maneiras de contornar a penalidade do bloqueio. A instituição foi uma das empresas de Wall Street que aconselhou Washington para não bloquear a Rússia, de acordo com um relatório de sexta-feira (4) da Bloomberg. O banco argumentou que a exclusão da Rússia do SWIFT poderia ter consequências de longo alcance que poderiam prejudicar a economia global.

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