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Um Olhar sobre as Profissões com Antônio César de Macedo Silva

(Foto: Arquivo Pessoal)

Na edição de hoje do Um Olhar sobre as Profissões, entrevistamos Antônio César de Macedo Silva, atual presidente do Conselho Regional de Química 7ª Região – Bahia (CRQ). Com formação acadêmica em Química Industrial, Antônio César é professor de pós-graduação e também atua como consultor na área de Meio Ambiente, Higiene Ocupacional e Segurança do Trabalho. No bate-papo, o profissional relata sua carreira, os desafios e como a vida acadêmica potencializou sua jornada.

Confira a entrevista completa:

ENB: Conte-nos um pouco sobre o início da sua vida profissional

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AC: Minha vida profissional teve início no final da década de setenta. Ainda muito jovem, fiz o curso técnico de Química, na antiga Escola Técnica Federal da Bahia. E, naquele período, houve a implantação do Polo Petroquímico na Bahia. O que fez com que a oferta de emprego aumentasse já que a Bahia não tinha uma matriz industrial.

Então eu iniciei minha jornada na indústria petroquímica, trabalhando no laboratório de controle e qualidade. Foi uma experiência muito grande porque eu tinha apenas dezoito anos e estava aprendendo muitas coisas novas. Durante minha atividade na empresa, fiz o curso de Química Industrial na Universidade Federal da Bahia. Foi uma oportunidade muito grande e lá eu trabalhei durante vinte anos. Pude acompanhar o desenvolvimento da empresa, a implantação dos processos, a montagem dos laboratórios, aprendi sobre os processos de produção, desde a aquisição da matéria prima até a comercialização do produto final.

Após sair de lá,  fui para uma empresa na área têxtil. Trabalhei durante quatro anos e foi uma experiência muito boa. Logo após esse período, fui trabalhar no Senai, no Centro de Tecnologia que fica na cidade de Lauro de Freitas, também na Bahia. Lá também foi um novo aprendizado, pois foi onde eu comecei a entrar na área ambiental e ver outras oportunidades dentro da minha profissão de químico.

Já minha história no mercado da Higiene Ocupacional surgiu quando fui convidado para trabalhar em um laboratório, com um foco no que diz respeito à questão da saúde ocupacional. Esse segmento me interessou bastante e fui trabalhar para um laboratório que era sediado em São Paulo, mas que atuei como representante da empresa aqui para a região Nordeste. Essa oportunidade garantiu que eu fosse em busca de qualificar a minha atuação. Assim, fiz minha pós-graduação na área de higiene ocupacional na Universidade Federal da Bahia.

ENB: Sempre foi um desejo seu trabalhar com o setor ambiental?

AC: A profissão de químico é um segmento que dá oportunidade de trabalhar em diversas áreas, desde a própria indústria química, indústria de alimentos, indústria de pneus,  indústria de bebidas. Além da área ambiental, como no controle de estações de tratamento de água, estação de tratamento, de efluentes e por aí vai. A oportunidade de trabalhar no Senai me permitiu o ingresso nessa área quando fui trabalhar no laboratório de prestação de serviços ambientais. Daí que surgiu meu desejo em aprofundar meus conhecimentos neste segmento, tanto pela formação como pelas atividades que estava desenvolvendo na época. Fiz uma pós-graduação na área ambiental, justamente para poder ajudar no exercício da minha atividade como gerente de laboratório.

ENB: Para o sr. que atua no mercado há tantos anos, como avalia as mudanças do setor ao longo dos tempos?
AC: Na vida, tudo muda ao longo do tempo. Então, as novas tecnologias ajudaram bastante todos os profissionais. Não apenas os profissionais da área química, mas o mercado em geral. Uma coisa é certa, é preciso sempre acompanhar as mudanças e potencializar sua atuação. Se capacitar, conhecer mais a área de atuação, participar de cursos e afins. Isso auxilia durante o processo de evolução tecnológica e da própria sociedade.

ENB: Como sua formação auxilia na rotina como professor, consultor e presidente do CRQ? 

AC: A minha formação em química e as duas pós-graduações que tenho ajudam nas minhas atividades na área de segurança do trabalho e na área de higiene ocupacional. Sou professor de pós-graduação nos cursos de engenharia, de segurança do trabalho, por exemplo. E, graças aos anos de atuação, consigo passar para meus alunos toda essa experiência adquirida ao longo dos anos. E aí é atrelar os conhecimentos teóricos e práticos.

Então, seja para dar aulas, consultorias ou efetuar uma demanda prática, eu consigo fazer com mais tranquilidade  justamente pela vivência de ter trabalhado vinte e cinco anos na indústria. Na minha atuação como presidente do CRQ, consigo potencializar ainda mais meu trabalho por ter noção de todas essas fases da profissão.

ENB: Como o sr. avalia as oportunidades do mercado de Higiene Ocupacional e Meio Ambiente?

AC: Sobre as oportunidades no mercado de trabalho, há muitas opções. Isso depende muito de cada profissional, da seriedade com que ele leva o assunto. Na área de higiene ocupacional, por exemplo, posso atuar fazendo avaliações de agentes químicos, físicos e biológicos, ajudando na confecção de programas de prevenção de acidentes. Já na área ambiental há opções como avaliação de ruídos ambientais, poluição do meio ambiente, na questão da qualidade do ar, das águas, entre outros.

ENB: O que um profissional da área deve fazer para se destacar no mercado?

AC: O que faz um profissional se destacar no mercado é o compromisso, a responsabilidade e a capacitação que o mesmo tem com sua profissão e carreira. Aconselho sempre a participar de eventos na sua área de atuação, estudar e se capacitar por meio de cursos para acompanhar a evolução do mercado.

Sempre participo de congressos, palestras e eventos. É preciso ser ativo e pró ativo na nossa área, e isso me ajuda durante o trabalho e nas aulas. Além de participar de grupos da área, estar registrado nas associações e conselhos para estar antenado às novidades do segmento. 

ENB: O sr. já teve várias funções ao longo da sua carreira, como isso potencializou seu lado profissional?

AC: Essas diversas funções que eu tive ao longo da minha carreira realmente me deram um grande impulso como profissional. Me dedicar e realizar o meu trabalho da melhor forma possível me garantiu bons resultados. É muito importante estudar, apresentar relatórios e sugestões, tirar dúvidas com outros profissionais… tudo isso potencializou meu lado profissional.

ENB: O sr. é Presidente do CRQ VII, como está sendo a experiência de estar a frente desse grande projeto?

AC: A experiência como presidente do Conselho Regional de Química 7ª Região – Bahia, está sendo fantástica para mim. Eu tenho a oportunidade de entender quais os objetivos da profissão, quais as principais metas de um conselho profissional de classe, atuando na defesa dos profissionais e na defesa das empresas da área que esse profissional representa. 

Além do fato de que o Conselho também beneficia a sociedade com sua atuação, porque garantimos à população o recebimento de produtos com qualidade. Verificando se as empresas e profissionais estão atuando de forma correta e comprometida.  

ENB: E quais os principais desafios do Conselho Regional de Química – 7ª Região? 

AC: A Bahia é um estado muito grande e nós, do Conselho, temos uma estrutura ainda pequena para atender todo o território. Um dos nossos maiores desafios é crescer nossa capacidade de alcance para que a gente consiga atuar melhor no estado da Bahia como um todo. 

É importante compreender que cada local precisa do acompanhamento do Conselho. Exemplos disso são as regiões metropolitanas de Salvador, que tem grandes polos industriais, como o  pólo petroquímico, o Centro Industrial de Aratu, na cidade de Lauro de Freitas, que cresceu muito. A área de Feira de Santana, que é uma cidade que possui muitas indústrias e empresas na área de logística. No norte e oeste, que são muito fortes na questão da agropecuária. Esses são só alguns pontos que precisam da atuação do conselho para garantir o cuidado tanto dos profissionais como da população. 

Outro desafio é convencer os profissionais a fazerem parte do Conselho, a se registrarem. Somos uma entidade que luta e cuida dos interesses do profissional e da sociedade.

ENB: Um olhar sobre o Economic News Brasil por Antônio César de Macedo Silva  

AC: Sou grato pelo convite e por poder contar um pouco da minha história aos leitores do Economic News Brasil. O portal garante bons conteúdos sobre economia e negócios, e precisamos estar atentos a isso no nosso cotidiano. Ter um local virtual que garante informação com credibilidade é essencial e parabenizo-os por isso.

 

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