Pelo terceiro ano seguido, a inflação também deve superar o teto da meta fixado em 4,75% pelo Conselho Monetário Nacional. O recuo esperado para 2023 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial da inflação do País, em relação a este ano será muito pequeno, menos de meio ponto porcentual.
Em 2022 os preços dos alimentos foram os vilões, em 2023 eles devem desacelerar. Só que os preços administrados, principalmente combustíveis e energia, vão ser o foco principal de pressões inflacionárias.
A grande incógnita para 2023 é o comportamento dos preços dos serviços. Com o arrefecimento da pandemia e a retomada das atividades presenciais, os preços dos serviços tiveram forte aceleração e devem encerrar 2022 com aumento na faixa de 8%. Para 2023, a expectativa é que os serviços percam fôlego e subam menos, algo em torno de 5,5%, em razão da expectativa de desaceleração da atividade.



