Aumento na procura por serviços de aviação executiva impulsionado por novos modelos de negócio

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Foto: Clay Lacy

A aprovação definitiva do modelo de vendas avulsas de assentos em aeronaves por meio da Resolução nº 700, de 24 de janeiro de 2023, tem contribuído para o aquecimento da aviação regional e para a expansão de novas rotas. Essa mudança na regulamentação é uma das várias razões para o crescimento constante do setor de aviação executiva nos últimos anos.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a média mensal de pousos e decolagens de voos executivos registrou 30 mil até outubro de 2022, representando um aumento de 15% em relação a 2019 e mais de 100% em relação ao ano anterior. Esse aumento na procura pode ser atribuído ao surgimento de novos modelos de negócio no setor, como a venda de assentos avulsos e a comercialização de cotas de aeronaves, tornando o serviço mais acessível e conveniente para uma parcela maior da população. Além disso, a pandemia de COVID-19 teve um papel importante nesse aumento, já que muitas pessoas passaram a buscar opções mais seguras e personalizadas de viagem, evitando os voos comerciais e a aglomeração nos aeroportos.

Os novos modelos de negócio também contribuíram para tornar a aviação executiva mais sustentável e econômica. Com a venda de assentos avulsos, por exemplo, os custos podem ser divididos entre várias pessoas, tornando o serviço mais acessível e econômico. Muitas empresas estão investindo em aeronaves mais eficientes e ecologicamente corretas, o que contribui para a redução da emissão de gases poluentes.

Segundo especialistas, a tendência é que a procura por serviços de aviação executiva continue crescendo nos próximos anos, impulsionada pela busca por opções mais seguras e personalizadas de viagem, bem como pela inovação constante no setor. Com a expansão do setor, há ainda muito espaço para a inovação e o crescimento, permitindo que o serviço se torne cada vez mais acessível e sustentável no futuro.

Falta de aeronaves novas

Uma das principais razões que têm contribuído para o aumento do uso de ações executivo compartilhados é a dificuldade em adquirir uma aeronave nova. O elevado custo de aquisição e manutenção de um avião executivo é um fator que torna essa opção inviável para muitas empresas e indivíduos. Além disso, a falta de disponibilidade imediata de aeronaves novas também pode ser um problema, já que muitos fabricantes têm uma demanda maior do que a capacidade de produção. Dessa forma, a opção de compartilhar a propriedade de uma aeronave executiva com outros usuários se torna uma alternativa mais acessível e prática, permitindo que empresas e indivíduos desfrutem dos benefícios da aviação executiva sem os altos custos associados à aquisição e manutenção de uma aeronave.

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