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Spotify remove músicas criadas por IA após pressão da indústria musical

(Foto: John Tekeridis/Pexels)

O Spotify tomou uma decisão ao remover milhares de músicas criadas por inteligência artificial (IA) da sua plataforma. Essa medida foi adotada em resposta à pressão de grandes gravadoras da indústria musical preocupadas com o crescente uso do stream artificial, uma prática em que robôs são utilizados para aumentar falsamente o número de reproduções de uma música. Esse aumento artificial afeta diretamente o valor pago aos criadores, gerando preocupações sobre a integridade do mercado musical.

Boomy e o impacto das músicas geradas por IA

A plataforma Boomy, especializada em criar músicas por meio de inteligência artificial e auxiliar na sua publicação em serviços de streaming, foi diretamente afetada pela decisão do Spotify. De acordo com informações do Financial Times, aproximadamente 7% das músicas geradas pela Boomy foram removidas da plataforma. A ação visa coibir práticas questionáveis no mercado digital.

Segundo dados fornecidos pela Boomy, seus usuários já criaram mais de 14 milhões de músicas, o que representa cerca de 14% de todas as músicas já gravadas no mundo. Esse cenário ilustra como a facilidade de criar e disponibilizar músicas no Spotify tem se tornado uma realidade. Além disso, alguns usuários se aproveitam de bots para simular ouvintes, prejudicando a autenticidade dos números de reprodução. O impacto dessa prática tem preocupado gigantes da indústria musical, como o Universal Music Group, que representa artistas renomados.

Universal Music Group e as ações contra a IA

O Universal Music Group, responsável pela gestão de artistas como Ariana Grande, Harry Styles e Drake, tem sido uma das principais vozes contra o uso da inteligência artificial para gerar músicas. A empresa solicitou formalmente que as plataformas de streaming não permitam o uso de músicas protegidas por direitos autorais como base para treinar softwares de IA. Essa iniciativa reflete o temor de que a inovação tecnológica descontrole o equilíbrio entre artistas humanos e criações automatizadas.

Um exemplo claro desse conflito ocorreu com a música “Heart on my Sleeve”, atribuída a Drake e The Weeknd, mas gerada por um software de IA chamado SoftVC VITS. Embora a música tenha alcançado sucesso viral nas redes sociais, acumulando milhões de reproduções, sua criação não envolveu a colaboração real dos artistas. A faixa só foi removida das plataformas após uma grande exposição no TikTok, YouTube e Spotify, gerando pagamentos aos criadores anônimos do conteúdo.

IA: Uma nova era ou um risco para a música?

Apesar das controvérsias, alguns artistas estão adotando uma abordagem positiva em relação à IA. O DJ francês David Guetta, por exemplo, utilizou a tecnologia para criar uma música com a voz do rapper Eminem durante uma de suas apresentações ao vivo. Enquanto isso, a cantora Grimes afirmou em suas redes sociais que está aberta a permitir que qualquer pessoa use sua voz em criações musicais geradas por IA. Essa atitude sugere que a indústria musical está dividida entre aqueles que abraçam a inovação e aqueles que veem a tecnologia como uma ameaça ao talento humano.

Portanto, o avanço da IA no cenário musical levanta discussões complexas sobre os limites da criação artística e os direitos autorais. Embora a tecnologia abra novas possibilidades, também apresenta desafios para a indústria tradicional, que busca proteger o trabalho de seus artistas e garantir uma remuneração justa.

Assim, o fato do Spotify remover músicas produzidas por IA sinaliza uma tentativa de equilibrar inovação e autenticidade no mercado musical, um desafio que deverá ser enfrentado de maneira cada vez mais frequente à medida que a tecnologia evolui.

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