Viterra negocia fusão com Bunge para criar gigante de US$ 25 bilhões

Imagem: Bunge/Divulgação

Os mercados globais de commodities estão se preparando para um acordo há muito tempo esperado. A trader global de grãos Viterra está em negociações para se fundir com a norte-americana Bunge, logo, a combinação dos dois grupos criariam uma trading de US$ 25 bilhões e grande o suficiente para enfrentar a elite do setor, a Cargill de Chicago.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, avaliou como positiva a possível a fusão entre as duas maiores empresas de comercialização de grãos do mundo. “A união dessas duas empresas de comercialização de grãos pode trazer benefícios importantes para o agronegócio, especialmente no que diz respeito à logística e ao acesso a mercados”, comentou o presidente, em nota.
A fusão pode resultar em uma maior eficiência operacional, otimizando os processos de armazenamento, transporte e distribuição de grãos, o que pode ser benéfico para os agricultores de Mato Grosso que enfrentam problemas exatamente nesses setores.
Em 2022, Bunge e Viterra comercializaram, somadas, quase 180 milhões de toneladas de grãos no mundo inteiro. A Viterra fechou o ano com 102 milhões de toneladas em grãos comercializados, com uma receita total de US$ 54 bilhões, e lucro líquido superior a US$ 1 bilhão. E a Bunge, fechou 2022 com 77,5 milhões de toneladas de grãos comercializados e lucrou US$ 688 milhões em 2022, atuando nos mercados de soja, milho, trigo e cevada.

Segundo dados da própria companhia, a Bunge tem mais de 100 unidades no Brasil, entre fábricas, moinhos, usinas, silos, centros de distribuição e portos, com mais de 7 mil funcionários. De acordo o diretor da CJ, Alex Issa, a empresa continua fazendo movimentos de expansão no Brasil. “Essa fusão mostra que o setor é muito forte. Demonstra na prática todo o valor que o agronegócio tem”, diz.

Por outro lado, ele mostra cautela sobre como ficará o mercado com a atuação da gigante que será formada após a transação. “Acredito que vamos passar por uma consolidação ainda maior, e o mercado tende a ficar mais concentrado no segmento de comercialização de grãos”, concluiu.

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