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Incentivo impulsiona o setor automotivo, mas consumidores devem agir rápido, diz Anfavea

(Foto: Artishmie Robbins/Pexels)

O incentivo impulsiona o setor automotivo, mas os consumidores devem agir rápido, alerta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que representa as montadoras no Brasil. O recente anúncio de benefícios fiscais concedidos pelo governo, que devem reduzir os preços dos veículos entre 1,6% e 11,6%, provavelmente durará apenas um mês. De acordo com as estimativas da Anfavea, o desconto médio será de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil por carro, levando em conta o bônus que varia de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

Renault e Hyundai já anunciaram cortes de preços. No site oficial da Renault, a empresa oferece um desconto de R$ 10 mil para o Kwid zero, tornando-o mais acessível por R$ 58.990. A Hyundai também revisou o preço do Novo HB20 Sense 1.0 para R$ 74.290, em comparação aos R$ 82.290 anteriores.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, alertou que os R$ 500 milhões reservados pelo governo para este programa de descontos não devem durar os 120 dias de prazo estipulados. “Este é um programa de curto prazo. Então, os consumidores interessados devem agir rapidamente, pois esses recursos podem acabar”, afirmou Leite.

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Apesar do adiamento das compras por parte dos consumidores à espera dos descontos do governo, a produção de veículos aumentou 10,7% no mês passado, em comparação a maio de 2022. No total, 227,9 mil veículos foram montados no país, incluindo carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

A Anfavea estima que os R$ 500 milhões disponibilizados pelo governo federal patrocinarão a redução de preços de 100 mil a 110 mil carros de passeio. As montadoras estão preparadas para o aumento da demanda, com algumas até alugando pátios adicionais para estocar veículos.

No entanto, os benefícios fiscais vêm em um momento economicamente desafiador. As vendas diárias caíram para uma média de 8 mil veículos em maio, em comparação com cerca de 9 mil em abril. Apesar disso, a indústria automotiva permanece otimista. “Estamos muito otimistas com as respostas dos consumidores, com a preservação do emprego e com o fortalecimento da indústria automobilística”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante uma coletiva de imprensa.

Com o mercado aguardando os descontos patrocinados pelo governo, é esperado um forte aquecimento da demanda. Agora, com a publicação da Medida Provisória do Setor Automotivo, os consumidores devem se preparar para aproveitar os descontos enquanto durarem.

As vendas diárias de veículos, as novas medidas de estímulo e os próximos passos do setor automotivo brasileiro serão tópicos a serem observados atentamente nos próximos meses. Como destacou Leite, “Embora seja um programa de curta duração, traz um ânimo para todo o ecossistema automotivo e coloca um foco sobre um setor que tem potencial para gerar incontáveis benefícios à sociedade brasileira de forma geral”.

Além disso, o desempenho positivo da indústria em maio sugere um potencial para recuperação. A produção de veículos em maio teve o melhor resultado desde agosto, com 227,9 mil unidades, 27,4% superior a abril e 10,7% a mais que em maio de 2022.

No entanto, a espera pela MP do Setor Automotivo resultou em uma desaceleração das vendas. Mesmo após uma primeira quinzena de maio positiva, o adiamento das compras levou a uma diminuição do ritmo de vendas. As 176,5 mil unidades vendidas em maio representaram um crescimento de 9,8% sobre abril, mas um recuo de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Apesar desses obstáculos, as montadoras e concessionárias estão preparadas para um rápido escoamento dos estoques, agora que os descontos oferecidos pelo governo federal estão válidos, além de eventuais reduções oferecidas pelas montadoras e suas redes.

No âmbito do comércio exterior, as exportações também aumentaram em maio, com 44,3 mil unidades exportadas, significando o segundo melhor mês do ano, com um aumento de 30,4% em relação a abril. No acumulado do ano, as exportações estão 4,2% abaixo de 2022, contradizendo o desempenho acumulado de produção e vendas, que cresceram até maio 6,2% e 9,3%, respectivamente.

 O desempenho da indústria automobilística nos próximos meses determinará o impacto total desses incentivos fiscais na economia brasileira.

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