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Alemanha estuda limitar dependência de tecnologias e materiais da China

O governo da Alemanha anunciou na quarta-feira (14/06) um novo plano de segurança nacional com o objetivo de aumentar a resiliência econômica do país. A chave para atender a esses interesses é a redução da dependência em áreas estratégicas, como energia, materiais e produtos tecnológicos, atualmente concentrada em países como a China.

Segundo o documento apresentado pelo governo, o chanceler alemão, Olaf Scholz, busca diversificar as parcerias econômicas, deixando de concentrar a dependência externa em um único país. A Índia e a América Latina são regiões de foco para a criação de novas alianças que contribuam para o plano de segurança nacional.

“Temos que nos esforçar para estabelecer novas parcerias, e é isso que estamos fazendo”, afirmou Scholz. No entanto, essa estratégia pode enfrentar divergências de interesses com empresas sediadas na Alemanha, que atualmente mantêm laços comerciais com a China.

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Uma das iniciativas da União Europeia para recuperar espaço na indústria de semicondutores é a Lei de Chips, que prevê um investimento total de 43 bilhões de euros para o desenvolvimento local desse setor. Essa medida faz parte dos esforços do Velho Continente para diminuir a dependência de tecnologia estrangeira.

A China é um dos principais parceiros comerciais de Berlim, e a redução dessa dependência pode ser um desafio para alcançar as ambições do novo plano de segurança. No último ano, o comércio entre os dois países totalizou cerca de 300 bilhões de euros em importações e exportações, representando aproximadamente 7% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão.

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, ressalta que a dependência de combustíveis da Rússia também representa uma ameaça à segurança econômica do país. Em nota, ela afirma: “Pagamos por cada metro cúbico de combustível russo várias vezes com nossa segurança nacional”.

Com a implementação desse novo plano de segurança nacional, a Alemanha busca fortalecer sua posição econômica e reduzir sua dependência em áreas estratégicas. A diversificação de parcerias econômicas e a diminuição da dependência em países como a China são consideradas prioridades para garantir a resiliência econômica do país. Além disso, a União Europeia também está investindo no desenvolvimento local da indústria de semicondutores por meio da Lei de Chips. No entanto, essas estratégias podem enfrentar desafios, uma vez que a China é um dos principais parceiros comerciais de Berlim. A dependência de combustíveis russos também é vista como uma ameaça à segurança econômica. Com esse plano, a Alemanha busca fortalecer sua posição econômica e proteger seus interesses nacionais.

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