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Exportações brasileiras em bioeconomia atingem recorde em 2022: análise detalhada da FGV

Imagem: Pixabay

Segundo o Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o conjunto de atividades representando a bioeconomia brasileira registrou US$ 162,6 bilhões em exportações no ano passado. Este valor é muito superior ao total de importações, que foi de US$ 37,9 bilhões, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 124,7 bilhões.

Este saldo é 49,4% superior ao de 2021 (US$ 83,4 bilhões) e é o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1997. As exportações da bioeconomia representaram 45,8% do total comercializado pelo Brasil em 2022, e 13,8% das importações.

Composta por 34 atividades e 705 produtos, a Agricultura, que é um setor primário e cujos produtos são 100% biológicos, registrou um saldo positivo no comércio internacional de US$ 69,4 bilhões. Seguindo a Agricultura, veio a Bioindústria (59 atividades e 1.802 produtos), que inclui abate de carnes, refino de açúcar, produção de papel e celulose e biocombustíveis, com um saldo de US$ 63,9 bilhões.

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Por fim, a Indústria com viés Biológico (51 atividades, 1.683 produtos de origem industrial, onde apenas uma parte da produção conta com insumos de biomassa e biológicos, como calçados e artefatos de couro) teve um saldo negativo de US$ 8,7 bilhões.

O aumento de 49,4% no saldo comercial entre 2021 e 2022 refletiu as significativas taxas de crescimento dos setores Primários (38,6%) e de Bioindústria (37,8%). Por outro lado, a Indústria com viés biológico apresentou uma redução de 33,2% no déficit comercial, que passou de US$ 13,1 bilhões em 2021 para US$ 8,7 bilhões em 2022. Portanto, para esse último grupo, o resultado foi 33,2% melhor que o observado em 2021, embora, em valor absoluto, permanecesse no vermelho.

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