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Grano Alimentos compra Gerônimo e pretende faturar R$ 600 milhões com alimentação saudável

Imagem: Freepik

A gaúcha Grano Alimentos, que produz e comercializa vegetais congelados, deu mais um passo para atingir a meta de ultrapassar R$ 600 milhões de faturamento até 2025. A empresa anunciou na terça-feira (13/06) a compra da Gerônimo, startup produtora de alimentos plant-based. O valor da transação não foi divulgado.

A intenção da Grano é ser a maior empresa de produtos vegetais que não tentam imitar a carne do mercado brasileiro. No ano passado, a empresa já havia adquirido a Mr. Veggy, que também produz vegetais congelados. Ao InfoMoney, Fernando Giansante, CEO da Grano, explica que a empresa é plant-based na essência e não tem a intenção de ser um similar da carne.

“A diferença é que é um produto core para nós. Também entendemos que não precisamos focar apenas nos veganos, mas, sim, em quem gosta de comer bem. Digo que estamos buscando os ‘flextarianos’ (carnívoros que também consomem pratos veganos)”.

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Segundo o CEO, o mercado de congelados no Brasil é incipiente, com apenas 1,5% do total de consumo de vegetais em 2022. Isso equivale a 62 mil toneladas (excluídas as batatas congeladas) e receita de R$ 1 bilhão no varejo ao ano. Para se ter ideia de comparação, nos EUA, o consumo de congelados ultrapassa 700 mil toneladas.

O brócolis representa 40% da receita da Grano, que comercializa entre 60% e 70% dos seus produtos para o food service. Couve-flor, ervilha e opções de mix de vegetais completam o portfólio principal com 70% da receita e 41% de market share neste segmento, segundo Giansante. Mas a Grano tem outros produtos, como mandioca e polentas fritas, que têm a produção terceirizada. “Só não queremos fazer ultraprocessados.”

O mercado mundial de plant-based, incluídos os análogos às carnes, deve chegar a US$ 166 bilhões até 2030, de acordo com a pesquisa “Plant Based Foods Poised for Explosive Growth”, publicada pela consultoria Bloomberg Intelligence. Não há estimativa para o mercado brasileiro.

Com a chegada da startup em seu portfólio, a expectativa é de que a vertical de alimentos plant-based responda por R$ 50 milhões do faturamento da Grano até 2025, cerca de 10% da receita esperada pela companhia no período, de R$ 600 milhões. Controlado pelo fundo Arlon, da gestora americana Conti, há quase 10 anos, a empresa vê potenciais para avançar no mercado de capitais.

“Estamos abertos a ouvir o mercado de capitais, temos um pipeline de investimentos e uma perspectiva muito sólida. Nosso controlador não tem mandato de venda, mas há possibilidade de unirmos forças com outros investidores para avançar mais rápido”, afirma Giansante

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