O Itaú BBA rebaixou a recomendação para a Klabin (KLBN11) de outperform para market perform, depois de concluir que o potencial de valorização da ação é limitado. As units da Klabin subiram cerca de 10% no acumulado do ano, mas caíram 2,28%, a R$ 21,46, às 10h12 desta quinta-feira (6). Já os ativos SUZB3 tiveram baixa menos expressiva, de 0,45%, a R$ 44,25.
O banco alterou o preço-alvo da KLBN11 de R$ 23 para R$ 24 por ação, refletindo perspectivas desafiadoras para o setor de papel e celulose. O primeiro semestre de 2023 (1S23) viu uma queda na demanda de celulose em meio à desaceleração da atividade global, enquanto a diminuição dos gargalos logísticos e as contínuas adições de capacidade aumentaram a disponibilidade de celulose.
Os preços da celulose de fibra curta na China caíram aproximadamente 40% no 1S23, tocando o fundo em maio. Os analistas esperam que os preços da celulose continuem sob pressão no segundo semestre de 2023 (2S23), embora acreditem que o pior já passou. Estimativas do Itaú BBA projetam que os preços da celulose em 2023 e 2024 serão cerca de US$ 570/tonelada e US$ 550/tonelada, respectivamente.
No Brasil, a indústria de papel enfraqueceu em relação ao ano anterior, com vendas totais de papel (domésticas + exportações) caindo 10% nos primeiros quatro meses de 2023, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). Apesar disso, o setor de tissue (papéis de higiene) mostrou mais resiliência, com um aumento de 4% no volume total em relação ao ano anterior no mesmo período.
Dado este cenário, o Itaú BBA prevê que as dificuldades persistentes na indústria brasileira de papel restrinjam os resultados de Suzano e Klabin. Os negócios de papel e embalagens representam tipicamente cerca de 10% e 50% dos respectivos Ebitdas ajustados das empresas.





