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Cooperativas de crédito avançam no mercado financeiro brasileiro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em 1818, Friedrich Wilhelm Riffeisen nasceu na Alemanha. Ele foi o responsável pelo que conhecemos como crédito cooperativo, sendo o fundador da primeira cooperativa de crédito rural do mundo, em 1864. Sua ideia surgiu devido à insatisfação com a atuação dos agiotas na época, que exploravam aqueles que precisavam de empréstimos. Muitos países europeus adotaram esse modelo, mantendo bancos cooperativos e estruturas de crédito agrícola.

No Brasil, a primeira iniciativa de crédito cooperado surgiu em 1902, no Rio Grande do Sul, sob o comando do Padre Jesuíta Theodor Amstad. Inspirado pela experiência alemã de Riffeisen, o projeto foi implantado em Linha Imperial, distrito de Nova Petrópolis/RS, e se tornou a primeira Cooperativa de Crédito da América Latina, na época denominada “Caixa de Economia e Empréstimos Amstad”.

Até os anos 70, as cooperativas de crédito eram bastante comuns no mercado financeiro brasileiro. No entanto, muitas delas foram vendidas e transformadas em bancos tradicionais, que se tornaram o modelo de negócio mais atrativo para os empresários do setor. No entanto, recentemente, as cooperativas de crédito têm ressurgido e voltado a ganhar destaque.

Expansão do SNCC

O Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito (SNCC) tem se expandido, incorporando outras instituições e aumentando sua presença física em todo o país. O SNCC encerrou 2022 com 799 cooperativas singulares, 32 cooperativas centrais, quatro confederações e dois bancos cooperativos, organizando-se principalmente na forma de sistemas cooperativos. Com aproximadamente 9.122 unidades de atendimento, as cooperativas de crédito estão presentes em cerca de 55% dos municípios brasileiros.

O número de cooperados também tem aumentado significativamente, atingindo 15,6 milhões em dezembro de 2022. Além disso, observa-se um crescimento na participação de associados pessoas jurídicas, representando cerca de 15% do total. O aumento da adesão às cooperativas de crédito tem sido observado em todas as regiões do país, destacando-se especialmente na Região Sul.

As cooperativas de crédito têm apresentado um crescimento expressivo em seus ativos totais, alcançando R$590 bilhões em dezembro de 2022. Esse crescimento superou a média do restante do Sistema Financeiro Nacional, com um aumento de 28,5% ao ano no SNCC, em comparação com 11,0% nas demais instituições. A carteira de crédito ativa do SNCC também cresceu, chegando a R$383 bilhões, com destaque para o crédito rural a pessoas físicas e o capital de giro para micro, pequenas e médias empresas.

Apesar do crescimento, as cooperativas de crédito têm mantido uma boa cobertura de ativos problemáticos e uma capitalização estável, o que demonstra sua sustentabilidade e capacidade de expansão. Com uma estrutura sólida e serviços financeiros de qualidade, as cooperativas de crédito se consolidam como uma opção confiável e sustentável para aqueles que buscam uma alternativa no mercado financeiro brasileiro.

No contexto de um cenário de juros elevados, as cooperativas singulares apresentaram melhorias em seus resultados. Além disso, a participação no Sistema Financeiro Nacional tem se ampliado, fortalecendo sua representatividade. Com um histórico de sucesso e crescimento contínuo, as cooperativas de crédito se destacam como uma opção viável para aqueles que buscam serviços financeiros confiáveis e de qualidade, oferecendo uma experiência cooperativa única para seus associados.

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