Em uma intensa busca pela verdade, a repórter Amanda Rossi, do UOL, enfrentou barreiras de transparência impostas pela Caixa ao solicitar dados cruciais sobre os empréstimos consignados do Auxílio Brasil durante o turbulento período eleitoral de 2022.
cenário eleitoral de 2022 foi marcado por diversas polêmicas, e uma das principais envolveu a liberação apressada dos empréstimos consignados do Auxílio Brasil. Em meio a tantas dúvidas, a Lei de Acesso à Informação (LAI) deveria servir como ferramenta crucial para garantir transparência. No entanto, quando o UOL solicitou documentos relacionados, recebeu da Caixa uma resposta marcada por tarjas pretas e omissões.
Amanda Rossi, determinada a ir além das tarjas e buscar a verdadeira história por trás dos consignados, não desistiu frente à falta de transparência. Com determinação e aprofundamento investigativo, a repórter conseguiu obter os documentos originais, sem as ocultações impostas pela Caixa.
Apenas a Caixa tinha autorização para retirar as tarjas. No entanto, antes da decisão do banco de desfazer a censura, o UOL conseguiu os documentos na íntegra por meio de uma fonte alternativa.
Os segmentos ocultados mostram que o início do consignado do Auxílio Brasil ocorreu de maneira precipitada, com incertezas e pendências representando um risco financeiro. Mesmo assim, durante o período entre o 1º e o 2º turno eleitoral, a Caixa liberou R$ 7,6 bilhões em empréstimos. Depois da derrota de Jair Bolsonaro, que instaurou a linha de crédito via medida provisória, o banco suspendeu o consignado do Auxílio, conforme divulgado pelo UOL em fevereiro.
Os documentos com tarjas revelam que a Caixa começou a enfrentar prejuízos a partir de novembro. Na segunda-feira (7) à tarde, a GloboNews divulgou que a CGU concedeu um prazo de três dias para que a Caixa apresentasse os documentos sem ocultações, para análise do órgão. Rita Serrano decidiu encaminhar os documentos desprovidos de tarjas ao UOL e iniciar uma investigação antes mesmo da solicitação da Controladoria.
Os documentos revelam uma série de riscos financeiros e jurídicos no processo de liberação dos empréstimos, além de indicar um possível uso político do banco estatal para favorecer a campanha de reeleição do então presidente Jair Bolsonaro. Além disso, a forma apressada e as pendências que envolveram a liberação desses créditos, bem como a decisão de outros grandes bancos de não participar do programa, levantam ainda mais questionamentos.
O que torna esta história ainda mais alarmante é a tentativa clara da Caixa de esconder informações. A tentativa de ocultar dados, especialmente em uma situação de tamanha relevância pública, reforça a importância da transparência e da atuação jornalística incansável.
A reportagem de Rossi traz a público os detalhes que a Caixa tentou esconder, revelando falhas, riscos e as verdadeiras motivações por trás do consignado do Auxílio Brasil. O trabalho exemplifica a necessidade constante de vigilância e responsabilidade na gestão de políticas públicas e no tratamento da informação.
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