O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apresentaram o programa de crédito Pró-Amazônia, que alocou R$ 4,5 bilhões (US$ 900 milhões) para auxiliar micro, pequenas e médias empresas (MPEs) na região amazônica, incluindo microempreendedores individuais (MEIs).
Os fundos incluem um empréstimo de US$ 750 milhões do BID, com US$ 150 milhões aportados pelo BNDES, que supervisionará o programa em parceria com agentes financeiros autorizados.
Na base do programa, de acordo com informações do BNDES, os beneficiários receberão financiamento destinado a “modernização, expansão, compra de ativos e equipamentos, bem como inovação”. O programa também incentivará a adoção de “práticas sustentáveis”, conforme divulgado em um comunicado do BNDES. O lançamento do Pró-Amazônia ocorre no âmbito da “Coalizão Verde”, uma iniciativa para promover o desenvolvimento sustentável na Bacia Amazônica, ratificada por 19 instituições financeiras dos países da região em Belém, na segunda-feira (7). A Cúpula da Amazônia, uma reunião de líderes dos seis países que compõem a floresta, está ocorrendo em Belém até a próxima quarta-feira (9).
“Ao representarem 15% do crédito na economia, os bancos públicos desempenham um papel crucial no enfrentamento das mudanças climáticas. Nossa meta é atingir zero desmatamento e, ao mesmo tempo, cultivar uma economia criativa e inovadora para as 28 milhões de pessoas que habitam a Amazônia, gerando emprego e renda”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao assinar a carta de intenções do programa junto com Ilan Goldfajn, diretor do BID.



