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Montadoras brasileiras pedem taxação de carros elétricos chineses

(Foto: Divulgação)

As montadoras brasileiras estão buscando medidas para conter o avanço das vendas de veículos elétricos importados, principalmente da China, no mercado nacional. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pretende solicitar ao governo a implementação de um plano de taxação sobre a importação de modelos elétricos.

A principal motivação para essa medida é a isenção do Imposto de Importação, que normalmente é de 35%, mas que é zerado para veículos elétricos. A Anfavea argumenta que essa isenção deveria ser revista, especialmente para fabricantes de países com regulamentações ambientais menos rigorosas do que as normas brasileiras. A atenção está voltada para carros produzidos na China, onde os requisitos de adequação ambiental são considerados mais flexíveis.

Nos últimos meses, as vendas de carros eletrificados, incluindo híbridos e totalmente elétricos, têm aumentado significativamente no Brasil. O total de vendas acumuladas de janeiro até agora já ultrapassou o volume total de 49,2 mil unidades vendidas em todo o ano de 2022, de acordo com dados da Anfavea.

Segundo a entidade, a isenção do Imposto de Importação sobre veículos elétricos resultou em uma perda de cerca de R$ 2 bilhões em arrecadação para o Brasil este ano, com R$ 1,1 bilhão desse valor relacionado a veículos importados da China. Montadoras chinesas como GWM e BYD já anunciaram investimentos substanciais e planos para construir fábricas no país, mas até que essas fábricas estejam operando, elas continuarão importando carros elétricos a preços competitivos.

Carros como o GWM Ora 03 e o BYD Dolphin, ambos 100% elétricos, custam cerca de R$ 150 mil no mercado brasileiro e competem diretamente com veículos flex produzidos localmente.

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) destaca que, quando a produção local de veículos híbridos e elétricos começar, naturalmente haverá uma redução nas importações desses veículos.

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