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AI revoluciona operações nas companhias aéreas

(Foto: Divulgação/Azul)

Enquanto a inteligência artificial (IA) se consolida como um pilar na expansão do setor de tecnologia, companhias aéreas inovam ao adotar essa ferramenta para agilizar suas operações. A Azul, por exemplo, implementou um serviço que utiliza IA e câmeras para monitorar objetos e funcionários ao redor de suas aeronaves no aeroporto de Viracopos, indicando possíveis falhas.

Embora a ferramenta tenha sido contratada em setembro do ano passado, foram necessários aproximadamente cinco meses de treinamento com imagens do local para que começasse a operar eficazmente neste ano. A companhia, que realiza entre 180 e 200 decolagens diárias em Viracopos em determinadas épocas, considera esse terminal no interior paulista o mais crucial para sua malha aérea.

A nova infraestrutura, desenvolvida pela startup WeSafer, monitora cada elemento ao redor do avião: desde veículos que transportam combustível até balizadores e caminhões. Atualmente, são 26 câmeras distribuídas em 13 portões do aeroporto, e a expectativa é que esse número chegue a 40 até o final do ano.

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Esse monitoramento permite evitar atrasos e economizar custos com combustível, otimizando operações. Um problema recorrente era a demora para o balizador se posicionar e conduzir o avião ao portão de embarque e desembarque, um contratempo que foi reduzido em 80%.

Neste ano, a Latam também anunciou a implementação de uma tecnologia similar, após um período de cerca de doze meses de testes e desenvolvimento, no aeroporto de Guarulhos, o maior centro de conexões da empresa. Assim como na Azul, esse equipamento acompanha processos como a acoplagem ao portão de embarque e o fornecimento de recursos de solo à aeronave, como ar condicionado e energia elétrica.

A Gol, por sua vez, faz uso de machine learning, um braço da inteligência artificial, para determinar o tempo necessário para o turnaround, o pit-stop das aeronaves, e avaliar a probabilidade de atraso em voos, entre outras aplicações.

A crescente adoção da inteligência artificial pelas companhias aéreas reflete o avanço tecnológico no setor e promete trazer ganhos significativos em eficiência operacional.

Contudo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alerta para a necessidade de avaliação cuidadosa e considera essencial garantir a conformidade com os requisitos regulamentares e a possibilidade de expansão a longo prazo dessas inovações. A agência monitora atentamente esses desenvolvimentos em busca de um equilíbrio entre inovação e segurança nas operações aéreas.

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