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Queda da Selic: onde investir?

A previsão do mercado financeiro aponta para uma nova queda da Selic, que pode chegar a 9% até o final de 2024. Isso significa que os investidores precisam se preparar para um cenário de renda fixa tradicional com retornos mais baixos.
Foto: Maitree Rimthong/Pexels

A previsão do mercado financeiro aponta para uma nova queda da Selic, que pode chegar a 9% até o final de 2024. Isso significa que os investidores precisam se preparar e descobrir onde investir com a queda da Selic, com um cenário de renda fixa tradicional com retornos mais baixos. No entanto, a mudança não deve ser tão drástica quanto na pandemia, quando a Selic atingiu a histórica marca de 2% ao ano. Desta vez, a expectativa é que as taxas de juros permaneçam em patamares que ofereçam ganhos reais, ou seja, acima da inflação.

Renda fixa ainda é atraente?

Com expectativas de inflação de 4,86% e 3,86% para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano e no próximo, respectivamente, analistas acreditam que a renda fixa continuará sendo uma classe de ativos atrativa. No entanto, eles recomendam que os investidores diversifiquem suas carteiras e considerem aumentar a exposição a risco, dependendo do seu perfil de investimento.

A renda fixa continua sendo uma escolha sólida. Para obter retornos satisfatórios, opte por produtos que ofereçam rendimento a partir de 100% do CDI (equivalente à Selic). Os CDBs são uma alternativa, sendo os emitidos por bancos grandes mais seguros, enquanto os de bancos pequenos e médios podem render mais, chegando a mais de 120% do CDI. Eles são protegidos pelo FGC, o que torna seguro investir até R$ 250 mil por instituição emissora, com um limite de R$ 1 milhão.

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Outra opção é o Tesouro Direto, especialmente o Tesouro IPCA+, que protege o poder de compra ao longo do tempo, uma vez que oferece uma taxa de juros predefinida acrescida da variação do IPCA. No momento, esses títulos estão com taxas de juros acima de 5% ao ano, tornando-os atrativos. No entanto, é importante observar que, se você precisar resgatar seu investimento antes do prazo de vencimento, pode haver perda de dinheiro, pois a rentabilidade contratada se aplica apenas se o título for mantido até o vencimento. Negociar antes disso sujeita-o ao preço de mercado, que varia diariamente.

Explore com cautela

Antes de explorar outras opções de investimento, é fundamental garantir uma reserva de emergência equivalente a pelo menos seis meses de despesas. Essa reserva deve ser aplicada em instrumentos de renda fixa de alta liquidez, como o Tesouro Selic e os CDBs de bancos grandes, que permitem resgates imediatos e são mais rentáveis do que a poupança, mesmo com a incidência de Imposto de Renda.

LCIs (Letra de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) são isentas de IR e têm prazos de vencimento mais curtos do que os títulos do Tesouro. Algumas delas oferecem retornos superiores à Selic, como a LCI do banco ABC com rendimento de 9,5% ao ano com vencimento em 2025. Eles também são protegidos pelo FGC.

Debêntures e ETFs

Por outro lado, a falta de proteção em caso de insolvência torna as debêntures mais arriscadas. No entanto, algumas debêntures oferecem retornos superiores aos títulos do Tesouro IPCA+. Analise o risco de crédito caso a caso, considerando o perfil da empresa, seu endividamento e sua capacidade de geração de caixa. Para investidores conservadores, evite debêntures. Uma maneira de reduzir o risco é diversificar sua carteira de investimentos.

ETFs (fundos de índice negociados em Bolsa) oferecem uma opção simples e acessível para diversificar. A B3 possui ETFs de renda fixa e renda variável. Com a expectativa de queda de juros, muitos analistas preveem uma valorização do Ibovespa. Investidores com maior apetite por risco e já com uma boa exposição à renda fixa devem considerar a exposição à Bolsa.

Investimento em treasuries, small caps e renda variável

Os Treasuries dos Estados Unidos são uma opção interessante devido às altas taxas de juros por lá. No entanto, esteja atento ao câmbio, que pode afetar o retorno desses investimentos. É possível investir em Treasuries por meio de fundos de investimento ou BDRs de ETFs americanos.

As small caps, ações de empresas menores e menos negociadas, podem ser uma boa escolha em momentos de cortes de juros consecutivos. Historicamente, essas ações tendem a superar o desempenho do Ibovespa em tais cenários. Analise empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos do consumidor devido à queda de juros e ao programa Desenrola. Investidores de médio a longo prazo encontram maior adequação para o investimento em ações.

A queda da Selic traz desafios, mas também oportunidades para os investidores. Com uma estratégia diversificada e uma análise cuidadosa, é possível obter retornos sólidos em diferentes classes de ativos, ajustando sua carteira de acordo com seu perfil de risco e objetivos financeiros, compreendendo onde investir com a queda da Selic.

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