Pesquisar
Close this search box.
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Inflação cai na zona do euro

A inflação, excluindo alimentos, energia, álcool e tabaco - que é observada de perto pelo BCE como uma métrica melhor da tendência subjacente - caiu para 4,5%, em comparação com 5,3%, a maior queda desde agosto de 2020.
Foto: Divulgação

A inflação na zona do euro caiu para o seu nível mais baixo em dois anos em setembro. Nesse sentido, a região sinaliza que a estratégia do Banco Central Europeu de aumentar gradualmente as taxas de juros estava tendo sucesso. Em outras palavras, a entidade conseguiu conter os preços em alta, embora com um custo crescente para o crescimento econômico.

O histórico da inflação

De acordo com a Eurostat publicada nessa sexta-feira (29), os preços ao consumidor nos 20 países que compartilham o euro subiram 4,3% em setembro. Logo, registrou o ritmo mais lento desde outubro de 2021, em comparação com 5,2% no mês anterior.

A inflação, excluindo alimentos, energia, álcool e tabaco caiu para 4,5%, em comparação com 5,3%, a maior queda desde agosto de 2020. Essas leituras reforçam a convicção do BCE de que havia elevado as taxas de juros o suficiente para reduzir a inflação. Nesse cenário, a meta segue sendo de 2% até 2025, após ter sido surpreendido por uma alta que começou em 2021.

Publicidade

“Os efeitos de base desempenharam um papel fundamental na explicação da forte queda na inflação, mas os números também sugerem que as pressões inflacionárias subjacentes estão se tornando menos intensas”, disse Diego Iscaro, chefe de economia europeia da S&P Global Market Intelligence. “Os números reforçam a visão de que as taxas de juros provavelmente atingiram seu pico no ciclo atual de aperto.”

A queda na inflação foi ampla com todas as categorias de preços crescendo a um ritmo mais lento. Além dos preços de energia caindo pelo quinto mês consecutivo. Um relatório separado mostrou que os preços de importação na Alemanha registraram em agosto a maior queda ano a ano desde novembro de 1986.

Possível recessão

A inflação na zona do euro atingiu brevemente dois dígitos no outono passado. Na ocasião, ocorria uma combinação de custos crescentes de energia, problemas pós-pandemia nas cadeias de abastecimento e gastos governamentais elevados.

Em resposta, o BCE elevou sua taxa de juros chave para um recorde de 4,0%.  No entanto, o impacto na economia do ciclo de aperto mais acentuado da história dos quase 25 anos do BCE estava se tornando cada vez mais aparente, com alguns indicadores apontando para uma possível recessão na zona do euro.

Dados mostraram na sexta-feira que as vendas no varejo alemão caíram em agosto e o desemprego aumentou em setembro, confirmando que a maior economia da zona do euro pode estar caminhando para sua segunda recessão este ano.

Até agora, o BCE está mantendo suas expectativas de uma recuperação econômica no próximo ano, em parte graças aos salários reais mais altos com a queda da inflação. No entanto, essa perspectiva foi baseada na expectativa de que o ambiente externo – incluindo na China, onde a economia está desacelerando – não se deteriore muito mais e que o investimento permaneça resiliente, de acordo com o economista do Natixis, Dirk Schumacher.

 

conteúdo patrocinado

MAIS LIDAS

conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado